Dica de Livro: AACR2 em MARC21 

3ª Edição 1ª reimpr. com correções 2008

Visando atender a um expressivo número de bibliotecas brasileiras que já usam a automação, além das correções e alterações surgidas em uma nova edição, a 3a. edição e esta reimpressão aparecem com uma inversão na forma de apresentação dos exemplos. Os exemplos permanecem os mesmos, mas aparecem impressos no corpo da publicação em Machine-Readable Cataloguing (MARC), hoje MARC 21, ou simplesmente MARC, enquanto a forma de catalogação tradicional norte-americana ou brasileira continua só no CD-ROM.Este permanece como nas edições anteriores: reprodução da fonte principal de informação de cada item, catalogação na forma tradicional e, em seguida, no formato MARC.

A novidade desta reimpressão é o emprego de título uniforme nos exemplos de filmes cinematográficos e gravações de vídeos, que requerem este uso.

Outras alterações relativas às edições anteriores: a) Os glossários específicos dos capítulos 5, 6, 7, 8, e 10 foram
reintegrados em um só no final do volume, correspondendo ao Apêndice D, do Código original; b) As regras R25.25 a R25.35, Títulos uniformes para música, incluídas como Anexo entre os Cap. 5 e Cap. 6 foram reintegradas às regras do próprio Cap. 25; c) Inclusão do Cap. 26 – Remissivas, por meio das suas diversas formas como parte inicial do Cap. 21; d) Inclusão do Cap.13 – Análise.

Outro alerta é sobre a alteração de uma entrada, cujo erro se tornou consolidado nas bibliotecas brasileiras, por
meio das nossas traduções do Código da Vaticana (1962) e do AACR (1969), sem usar como subcabeçalho do governo do Brasil (Brasil), os nomes corretos das entidades do Poder Legislativo. As diversas Constituições brasileiras são a base para essa mudança, tratadas em 24.13, 24.18, Tipo 8 (R 24.21). Não se trata apenas de Congresso (Congress) como nos Estados Unidos, mas Congresso Nacional, constituído de Senado Federal e não Senado, e Câmara dos Deputados. Outra alteração é a abreviatura do nome de uma pessoa, usada como elemento no estabelecimento da sua entrada como entidade: chefes de estado, de outras autoridades governamentais, de papas e outras autoridades (R 21.4D). Para essa abreviatura não há regra fixa. Deve ser a forma consagrada pelo uso no país, que realmente identifique a autoridade em qualquer época e em qualquer lugar. Nessa regra foram sugeridas formas adequadas de abreviaturas dos nomes dos Presidentes do Brasil.

Como já esclarecido nas introduções da 1a edição (2003), 2a edição (2004) e 3ª edição (2006) deste manual, este é
uma continuidade do “AACR2: descrição e pontos de acesso” (1995 e 2001), mas que só incluía os Cap. 1 – Regras gerais para descrição e Cap. 2 – Livros, folhetos e folhas soltas impressas. O desenvolvimento tecnológico exige o tratamento dos diferentes suportes da informação, que aguardavam, pacientemente, a sua vez de inclusão nos acervos, razão deste manual.

Todos os capítulos foram incluídos com a mesma seqüência numérica, alterações e nova terminologia do
“AACR2 2002 Revision”. O Cap.1, o mais extenso da primeira parte, concentra todas as regras gerais para descrição que se aplicam aos diversos suportes da informação. Do Cap. 2 – Livros, folhetos e folhas soltas impressas ao Cap.12– Recursos contínuos (antigo Publicações seriadas = Serials), sem numeração seqüencial completa, mas com o mesmo identificador do Cap. 1, só incluíram as regras diferentes e/ou específicas, acompanhadas de seus exemplos; e, inclusão do Cap. 13 – Análise. Na 2ª Parte, foram incluídos todos os capítulos, e também o Apêndice D – Glossário. As regras que representam bem o Cap. 26 – Remissivas, foram incluídas no início do Cap. 21. Os demais apêndices: A – Uso de maiúsculas; B – Abreviaturas; C – Numerais; e E – Artigos Iniciais, cujas regras complementam as demais do Código, só aparecem aplicadas nos exemplos.

O “AACR2 2002 Revision” não sofreu grandes alterações, tanto assim que continua sendo editado como revisão,
e não como nova edição. Entre as alterações, sem considerar a nova redação ou a renumeração de algumas regras, comuns nesse tipo de revisão, devem ser destacadas as que se seguem:

A inclusão de novos conceitos ou a alteração de outros, em decorrência do progresso tecnológico, e a disseminação
de novos recursos, expressão assim estabelecida, mais adequada e mais abrangente do que alguns termos anteriores.
Recurso bibliográfico, por exemplo, escolhido como termo para a identificação deste manual, “uma expressão ou manifestação de uma obra ou de um item que constitui a base de uma descrição”; o Cap. 9 – Recursos eletrônicos, substituindo Arquivos de dados legíveis por máquina, ou Cap. 12 – Recursos contínuos, em substituição a Publicações seriadas, conseqüentemente, alterando, com os novos conceitos, a abrangência e a abordagem dos assuntos tratados nesses capítulos.

As modificações maiores se deram nos seguintes capítulos: Cap. 3 – Materiais cartográficos, principalmente na
área 3, dos dados matemáticos, com o acréscimo do tipo e extensão do recurso (3.3E); representação gráfica digital (3.3F) e numeração relativa a publicações seriadas (3.3G), possibilitando uma descrição mais precisa de materiais cartográficos apresentados sob a forma de recursos eletrônicos ou contínuos; Cap. 9 – Recursos eletrônicos, fazendo a distinção entre os recursos de acesso direto ou de acesso remoto; preferência ao próprio recurso como fonte principal de informação; opção para o uso de terminologia convencional na descrição física do recurso, não só dos já existentes como também de novos que vão surgindo, como CD-ROM, DVD, DVCAM etc.; Cap. 12 – Recursos contínuos, incluindo as publicações seriadas (serials) e os recursos integrados em andamento ou de inclusão permanente, por exemplo, atualizados por folhas soltas ou site da Web.

A criação do Apêndice E – Artigos iniciais, que consiste de uma lista de artigos dos idiomas mais freqüentes e que
entram na composição de alguns cabeçalhos, especificamente dos títulos uniformes. Exclusão da regra 1.4D4, que estabelecia o uso abreviado do nome do editor, distribuidor etc. na 4ª área de descrição, quando esse nome fosse identificado na área do título e indicação de responsabilidade, restringindo a utilização dessa 4ª área para fins de recuperação por sistemas automatizados. Exclusão da regra 22.12B, que determinava a inclusão de títulos de nobreza britânicos (Sir, Dame, Lord, Lady) nos cabeçalhos de entrada, o que pouco acrescentava e resultava em obstáculo ao alinhamento ou arquivamento pelo formato MARC. No entanto, sempre que necessário, esses títulos podem ser usados para a distinção entre nomes idênticos, de acordo com a regra 22.19B1. O mesmo obstáculo é causado pelas mulheres que se identificam apenas pelos nomes dos maridos, acompanhados pelo título de tratamento (Sra., Senhora e seus correspondentes em outras línguas), regra 22.15B1. Esse título deve ser posposto ao nome, e não na ordem em que seria lógico ser usado. Expansão da regra 1.6 – Área de série, abrangendo situações variadas desse dado, como numeração parte integrante do título, designação cronológica após a indicação numérica ou alfabética, a pontuação para cada caso, alterando também aquelas regras correspondentes em outros capítulos.

Quanto aos pontos de acesso, fora algumas alterações já registradas nas revisões de 1988 e 1998, a novidade
que aparece na revisão 2002 é a exclusão do termo “proeminente”, ou “mencionado com destaque”, da regra 21.1B2d, obras que relatam a atividade coletiva de uma conferência, expedição, um evento etc.: ... "desde que compreendidos na definição de entidade, o estabelecimento de suas entradas não depende de serem mencionados com destaque no item que está sendo catalogado”.

Machine Readable Cataloguing (MARC)

Finalmente, não é intenção deste manual ensinar as regras desse formato, apesar de se tornar uma fonte prática
para o seu estudo. Assim foram apresentados os campos e subcampos correspondentes às áreas da catalogação descritiva, aos pontos de acesso principal e secundários (com a exclusão dos de assunto), os indicadores, usando o símbolo # (jogoda- velha) como espaço em branco e $ (cifrão) precedendo o delimitador de subcampo, com espaço, apenas para maior visualização da informação.

A Autora.


© 2017 - 2026 by NeoCyber.