Universidade de São Paulo
Escola de Comunicações e Artes
Departamento de Biblioteconomia e Documentação

Disciplina: Recursos Informacionais II
Professora: Brasilina Passareli
 
              Na aula lecionada em 16/03/2009 o tema abordado foram as Bases de Dados. Como em outras aulas nos foi passado o histórico do tema.
DADO (1)
Em Informática dado é a representação convencional, através de descodificação, de uma informação de modo a permitir o tratamento electrónico. Dado seria, assim, o código numérico correspondente a cada palavra das línguas naturais. Aceite esta acepção, em Ciência da Informação dado e informação são sinónimos, pelo que se torna um conceito redundante ou inútil.
DADO (2)
Em Ciência da Informação serve para significar o impulso ou vibração física, electro-magnética, sísmica, etc. que através de dispositivos tecnológicos específicos são convertidos em representações gráficas (informação). Nesta acepção dado e informação são distintos.           
Dicionário Eletrônico de Terminologia em Ciência da Informação. Vitória, E.S.: Porto: DCI – CCEJ da UFES, SAJCC da FLUP – CETAC.Media, 2007. [Consultado em: 21/03/2009]. Disponível na www: < URL: http://www.ccje.ufes.br/dci/deltci>.
            Na década de 50 surgiram as primeiras bases que eram numéricas, logo após, na década de 60 surgiram as bases bibliográficas baseadas no modelo em rede. Na década de 70 as Bases de Dados começaram a se basear no modelo hierárquico e o conceito de Banco de Dados começou a ser utilizado, com a intenção de significar algo maior e mais completo, onde as Bases de Dados ficavam agrupadas. Assim, surgiram os primeiros grandes serviços de Bancos de Dados com suas Bases de Dados, por exemplo, a ORBIT e DIALOG.
             A Dialog foi criada em 1972 como o primeiro serviço de informação online do mundo. Atualmente possui cerca de 900 bases de dados abrangendo artigos técnicos, notícias, conferências e a maior coleção de bases de patentes. Atua como provedora de informação, disponiblizando notícias e informações empresariais, científicas, médicas e técnicas em nível global.
             Já na década de 80 as Bases de Dados começam a adotar o suporte multimídia, adquirindo recursos em vídeo, áudio, imagens, etc. gravadas em CD-ROM. Na década de 90 havia cerca de 3200 Bases de Dados hospedadas em mais de 40 Bancos de Dados que eram acessados em rede. A partir do ano 2000 houve a explosão dos computadores ligados em rede, o que foi chamado de globalização da informação.
             As Bases de Dados permitem a independência, acesso eficiente, segurança, integridade e administração dos dados, além do acesso simultâneo fácil recuperação no sistema e a redução no tempo de desenvolvimento de aplicações.
             A elaboração das Bases de Dados passam pela indexação, armazenamento e recuperação e podem ser classificadas em Bases de Dados Referenciais (remetem às fontes primárias) e Bases de Dados de Fontes (contém os dados originais e textos completos).
             Nas Bases de Dados Referenciais podemos destacar as bases bibliográficas (ex. LICI/IBICT), bases catalográficas (ex. Dedalus) e bases de diretórios (ex. American Library Directory). Nas Bases de Dados de Fontes destacam-se as bases de dados numéricos (ex. DIEESE), as bases de dados de texto completo (ex. RCI/IBICT), as bases de dados textuais e numéricos (ex. relatórios anuais de empresa) e as bases de dados gráficos (ex. Trademark scan).
 
Sites consultados:
Bases de Dados, disponível em:
 
Dialog, disponível em: http://www.dialogbr.com.br/Default.aspx. Acessado em 21/03/2009.
 
Deltci: Dicionário Eletrônico de Terminologia em Ciência da Informação, disponível em: http://www.ccje.ufes.br/dci/deltci/index.htm. Acessado em 21/03/2009.
 
Nexus Futuro, disponível em: http://nexus.futuro.usp.br/homepage.do. Acessado em 21/03/2009.

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