Postagem realizada em: 02/03/2009 às 21:52:06 - Última atualização em: 30/11/-0001 às 00:00:00
Autor: Luciana Corts Mendes
Universidade de São Paulo
Escola de Comunicações e Artes
Departamento de Biblioteconomia e Documentação
Luciana Corts Mendes – nº USP: 5646517
Biblioteconomia – Matutino
CBD-201 – Recursos Informacionais II
Profª Brasilina Passarelli
Análise dos Seminários da Disciplina Recursos Informacionais I
Como primeira atividade a ser realizada no âmbito da disciplina Recursos Informacionais II, a docente propôs que, de forma a que os alunos tenham melhor sedimentados os conceitos dos recursos informacionais abordados na disciplina Recursos Informacionais I, fosse realizada a leitura de alguns dos seminários desenvolvidos por alunos de anos anteriores, dado que as atividades realizadas por nossa turma foram de diferente natureza.
Para realização da atividade resolvi consultar os trabalhos realizados pelos alunos do segundo semestre do ano de 2007, tanto do período matutino como do período noturno.
Antes de expor minhas impressões sobre os tipos de recursos informacionais existentes, devo ressaltar que, dentre as atividades recuperadas no site da disciplina – Nexus (http://nexus.futuro.usp.br) –, não foi encontrado o seminário relativo às fontes de dados estatísticas do período matutino e que também não há possibilidade de acesso aos documentos do seminário sobre literatura cinzenta do mesmo período, uma vez que seus links apresentam o erro HTTP 404 (não é possível localizar a página da web). Vale ressaltar que este seminário era o único que disponibilizou seus documentos em pdf.
Os recursos informacionais abordados pelos seminários foram dicionários, enciclopédias, diretórios, literatura cinzenta, fontes estatísticas e bibliografias, sendo que estas se encaixam no seminário sobre controle bibliográfico.
Pela leitura dos seminários, que apresentam diferenças em termos qualitativos, pode-se captar a essência de cada tipo de recurso informacional, sendo a grande maioria já bastante conhecida de todos os alunos da Biblioteconomia.
Os dicionários e enciclopédias apresentam características bastante semelhantes, podendo ser tanto de conhecimento geral (como os dicionários de língua e as grandes enciclopédias, como a Britânica) ou relativos a campos específicos do conhecimento, tendo, portanto, maior detalhamento em seus conteúdos. Sua grande diferença reside no fato de que os dicionários apresentam a conceituação de palavras ou termos, enquanto que as enciclopédias exploram tais palavras como assuntos, buscando explicar e não somente definir.
Os diretórios apresentam listagens relacionadas a determinados assuntos e organizadas da forma mais adequada segundo estes, sendo o exemplo mais clássico a lista telefônica.
A literatura cinzenta refere-se àquela literatura que é produzida para divulgação de informações dentro de instituições específicas, como relatórios dentro de empresas ou dissertações e teses apresentadas em universidades. Sua nomeação como literatura cinzenta vem do fato de que ela circula fora do circuito comercial, restrita a certos círculos, não chegando a todo e qualquer cidadão como a literatura que se apresenta publicada por uma editora.
As fontes estatísticas referem-se a dados quantitativos coletados por força de diversas atividades de diferentes organizações, sejam elas públicas ou privadas, governamentais ou não. Seu uso é variado, porém as séries continuadas de fontes estatísticas, como os anuários do IBGE, permitem um acompanhamento das alterações que se efetuam ao longo do tempo naqueles dados específicos.
Já as bibliografias originam-se da idéia de se conhecer tudo o que foi produzido pela humanidade, idéia esta que deu origem ao controle bibliográfico. A compilação de bibliografias atualmente, porém, refere-se a universos mais delimitados, como campos específicos do conhecimento, contudo a bibliografia nacional tenta dar conta de documentar todas as obras publicadas em um país.
Apesar de termos abordado tais conteúdos no semestre anterior, mesmo que sem a realização de seminários, esta atividade foi relevante para a retomada dos conceitos destes recursos informacionais “formais”, de forma a podermos nos dedicar aos recursos diferenciados que se apresentam na sociedade da informação, mesmo porque muitas das tipologias mencionadas acima se encontram transformadas em função de terem passado a existir num ambiente digital. Contudo tais fontes de informação continuam a apresentar a mesma caracterização intrínseca.