Após a pesquisa durante a aula de 17/9/08, a proposta foi colocarmos nossas observações sobre DADO, INFORMAÇÃO, CONHECIMENTO.

 

Aí vão elas:

 

Dado: conjunto de matéria bruta, minério; de onde a informação deriva. Definições deste tipo se encontram no livro de John M. Budd, “The Library and it´s users”.

Achei muito interessante esta colocação porque, segundo o autor, erroneamente usamos a palavra “informação” para ilustrarmos qualquer coisa que lemos, ouvimos, captamos. O autor até exemplifica que ao entrarmos numa biblioteca, estaremos buscando dados e não informação; esta só virá após a compilação dos inúmeros dados colhidos que nos informarão, que farão significado e portanto satisfarão nossa pesquisa.

 

Informação: Conceito muito difícil de ser definido, ainda mais na perspectiva de uma biblioteca. John M. Budd continua, dando um ótimo exemplo que nos leva a pensar. Ele diz que numa biblioteca tomos o “Information Desk”, o Balcão de Informações. Algo similar também existe em Shopping Center’s, terminais rodoviários, aeroportos, hospitais, etc. Então, quando nos deparamos com o Balcão de Informações, teoricamente podemos pedir qualquer informação, visto que a palavra em si não nos dá um direcionamento específico para o que queremos, no caso um assunto. Faço aqui a  tradução de um trecho muito importante, onde o autor cita outro autor (Wilson, Pauline): “informação é adquirida por ‘ter sido contada’. Conhecimento pode ser conseguido através do pensamento. Informação é um processo, conhecimento é um estado. Informação é uma corrente de mensagens, conhecimento é um fundo, um suprimento”. Informação não produz Conhecimento, pois sua presença em si não necessariamente conduz ao Conhecimento. Este, por sua vez, pode ser incrementado pela Informação, através do processo de darmos significado à informação que recolhemos.

   Então, informação em si não tem profundidade se não for válida aos nossos propósitos. Se não tiver um direcionamento, um contexto; ela se perderá.

 

Conhecimento: “conhecimento é incrementado pela assimilação da informação, pela estruturação da informação em algo útil”, traduzindo o autor.

Construímos o conhecimento após termos recolhidos dados suficientes para transformá-los em informação útil. A informação pode ser a mesma, por exemplo, uma notícia de jornal. Ela será interpretada conforme a leitura que o indivíduo fará daquele texto (dados). Em seguida, caso esta informação nos seja válida, num critério totalmente individual e único; então a transformaremos em Conhecimento.

O autor vai além, e cita uma cadeia hierárquica ascendente, muito interessante; onde a base é o Dado, primeiro “item” a ser buscado numa pesquisa; que nos conduz à Informação, que após ser digerida, aplicada ao nosso real interesse e devidamente utilizada nos levará ao Conhecimento que, finalmente (e num processo individual) nos conduz à Sabedoria. 

A Sabedoria pode ser incrementada com Informação, mas somente a existência da Informação não gera Sabedoria.


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