Nona Atividade: Comentário do Seminário Buscadores e Universo Google
Postagem realizada em: 09/06/2008 às 23:36:07 - Última atualização em: 30/11/-0001 às 00:00:00
Autor: Leonardo da Silva de Assis
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES
DEPARTAMENTO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
Recursos Informacionais II
Profa. Dra. Brasilina Passarelli
Leonardo da Silva de Assis – Matutino – Nº USP 5646646
Na primeira parte da apresentação, o grupo expôs alguns conceitos que foram estudados na disciplina e que estavam relacionados ao assunto tratado. Um dos assuntos trazidos foi a respeito dos protocolos de transferência de dados entre computadores, o TCP IP.
Com o surgimento da web, tem-se a necessidade de se criar mecanismos para busca de informação, portanto, surgem os primeiros buscadores. Neste momento a professora Brasilina fez uma interferência importante na apresentação, pois diferenciou os serviços de busca da web e os serviços de pesquisa em bases de dados, sendo esses mais trabalhados no conceito de tratamento da informação. O grupo definiu buscadores como ferramentas especializadas em buscar informações na rede. A professora trouxe o conceito de que os primeiros buscadores eram índices. Depois, com o tempo, viraram diretórios e, atualmente, buscadores (como conhecemos). Interessante pensar que o universo do papel foi transferido ao digital e com o tempo as ferramentas foram ganhando características próprias que as diferenciam dos antigos serviços.
Na apresentação os buscadores foram divididos em dois tipos: Search Engines (segunda geração de buscadores) e Meta Buscadores - crawler (terceira geração de buscadores). Os Search Engines são bases de dados ou ferramentas que compilam inúmeras páginas da internet. Esses sistemas utilizam de robôs (bots ou spiders), que trabalham automaticamente com a indexação das páginas. Os Meta Buscadores são ferramentas que não possuem bases de dados, eles trabalham por meio das ferramentas de outros buscadores. Os meta buscadores são “índices de índices”. Os resultados de busca dos meta buscadores são apresentados de acordo com o rank dos buscadores originais. Novamente podemos observar esse conceito de meta buscadores próximo das fontes de informação primária secundária e terciária, do universo do papel.
A terceira parte da apresentação trouxe a história dos buscadores antes do surgimento do Google, bem como após sua aparição no mercado. De 1991 até 1994 iniciativas saíram das universidades americanas e, desse capital intelectual, surge, em 1996, o buscador Altavista. A história do Google inicia-se em 1996 com Larry Page e Sergey Brin, em uma tese de doutorado da universidade de Stanford. O sucesso da tese de doutorado foi o desenvolvimento de uma ferramenta capaz de oferecer a melhor opção de busca na internet, por meio do sistema Page Rank (um site é citado por outro site). O grupo também apresentou uma lista de produtos que o Google desenvolve com seus programadores, mas não visitamos esses produtos na internet.
Neste seminário foi interessante novamente pensar no conceito de autoridade em relação aos produtores dos sistemas de busca. Muitos buscadores da Internet não apresentam quem são os atores envolvidos na criação dos serviços de busca. Diferentemente das bases de dados, os buscadores não trabalham no conceito de tratamento das informações com a mesma amplitude nos desenvolvedores como a Thonson e a Elsevir. Nas bases de dados existe todo um capital intelectual que leva em consideração a relação homem versus hora de trabalho.
Assim, o grupo apresentou os conceitos principais que envolvem o universo dos buscadores e a história do Google. Expôs iniciativas importantes, dos buscadores, nesse momento que vivemos de transição para o grande público do suporte papel ao digital. São muitas questões que estão em nossa frente para serem discutidas. Como se trabalhar dentro desse conceito digital ainda é uma indagação que nós estudantes de biblioteconomia estamos descobrindo.