Quinta Atividade: Comentário do Seminário Bases de Dados Numéricos
Postagem realizada em: 06/05/2008 às 23:07:38 - Última atualização em: 30/11/-0001 às 00:00:00
Autor: Leonardo da Silva de Assis
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES
DEPARTAMENTO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
Recursos Informacionais II
Profa. Dra. Brasilina Passarelli
Leonardo da Silva de Assis – Matutino – Nº USP 5646646
Quinta Atividade
Comentário do Seminário Bases de Dados Numéricos
A apresentação do seminário sobre bases de dados numéricos foi realizada por Ivânia. No início de sua exposição, uma breve contextualização histórica do tema foi transmitida a nós, iniciando em 1940, com o fenômeno denominado “explosão da informação”; 1950, com a Boreu of Census; e, por fim, chegando a década de 1990, com início da internet comercial.
Após a apresentação dos fatos históricos, Ivânia diferenciou os tipos de bases de dados entre: referenciais e de fonte. Primeiro, as referenciais, trabalham com informações extraídas de fontes primárias, tornando-se, após o tratamento do material, fontes secundárias. Segundo, as bases de dados de fontes (texto completo ou numéricos), trabalham com informações primárias como produto final. Na exposição apresentada, observamos que as bases de dados numéricos trabalham com informações primárias, sendo os dados, estatísticos ou numéricos, importantes como material a ser trabalhado pelas unidades de informação. Esse conceito potencializa a obrigatoriedade de fontes confiáveis para geração dos registros, oriundas de instituições conceituadas.
Para exemplificar o conceito de bases de dados numéricos, Ivânia apresentou os sites nacionais IBGE, INEP, Seade, Dieese; e os internacionais US Census Bureu, Base da ONU.
- IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O site do IBGE apresenta uma grande quantidade de informações numéricas que podem ser utilizadas como fonte de informação para estudantes e profissionais em geral, principalmente dados relacionados ao Brasil. Em relação aos outros países do mundo, o IBGE possui uma interface com dados básicos para caracterização de cada país do globo, como por exemplo, língua, moeda, valor do produto interno bruto, etc. O site do IBGE apresenta uma boa qualidade de interface gráfica para o usuário, sendo de fácil apreensão e interação com os conteúdos apresentados nas tabelas, mapas e gráficos. Cabe destacar a importância do conceito de autoridade que está presente no IBGE. O Instituto de Geografia e Estatística é a primeira fonte de informação que um usuário deve acessar para recuperar dados estatísticos do Brasil. A fundação do instituto data de 1871, sempre com intuito de mapear o território brasileiro e fornecer fontes de informação com autoridade.
- EDUDATABRASIL (Sistema de Estatísticas Educacionais) que é um instrumento de divulgação dos dados educacionais (públicos e particulares) tratados pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Em 1937, governo de Getúlio Vargas, foi fundado instituto de coleta de dados educacionais no país, mas não com o conhecido nome de INEP. Em 1985, no período da redemocratização, o instituto teve uma nova reorganização e passou a utilizar o nome atual de INEP. A pesquisa de dados no site do INEP não apresenta uma interface gráfica que facilite o acesso aos usuários aos dados numéricos. O site do INEP apresenta tabelas, gráficos e indicadores referentes a educação no país.
- SEADE (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) que é vinculada à Secretaria de Economia e Planejamento do Governo do Estado de São Paulo. O site do SEADE, em nossa análise realizada em sala, possui sua importância por pertencer ao estado que tem a maior atividade econômico-financeira do país. Com a construção desse portal, o Estado pode controlar e apresentar os dados financeiros, demográficos, entre outros, para a população e para os possíveis investidores interessados em aplicar recursos na região de São Paulo. A interface gráfica que navegação do site do SEADE é melhor do que a do INEP, mas inferior em relação ao IBGE. O site apresenta gráficos, tabelas e indicadores de forma padrão para todos os municípios do Estado.
- DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) foi criado pelo movimento sindical brasileiro com o intuito de desenvolver pesquisas que fundamentassem, por meio de indicadores e índices, as reivindicações dos trabalhadores. A idealização do DIEESE, como um instituto de pesquisa, marca um conceito importante para o estudo das bases de dados numéricos, pois as fontes de dados estatísticas sofrem manipulações de acordo com os objetivos estabelecidos pela instituição que realiza a coleta de dados. O DIESSE visa apresentar um diferente ponto de vista dos dados e indicadores relativos aos estudos socioeconômicos do país. Um dado que é melhor apresentado no DIEESE do que em fontes governamentais é a relação de empregados e desempregados no Brasil. O site apresenta uma boa interface gráfica, mas que poderia ser melhor explorada para facilitar o uso das informações pelos usuários.
- US CENSUS BUREAU: Base de dados de análise demográfica e econômica dos Estados Unidos. A US Census Bureau possui função semelhando ao IBGE no Brasil. Apresenta dados numéricos dos Estados Unidos a fim de quantificar a demografia e riqueza desse país frente as organizações de todo mundo. Em relação a interface gráfica, o site da US Census Bureau deixa muito a desejar. As informações aparecem, na maioria das vezes, em tabelas numéricos, o que dificulta a visualização e entendimento de alguns dados. A navegação no site também é difícil de ser realizada.
Base da Organização das Nações Unidas (ONU). A base de dados da ONU oferece um serviço de compilação de informações cedidas por bases de dados de todos os países. É um serviço de rápido acesso a informações sumárias em relação a um determinado país. O site da base de dados da ONU possui uma boa interface gráfica de navegação.
Em suma, apresentação do seminário sobre bases de dados numéricos mostrou as diferenças entre bases de dados referenciais e de fonte. A exposição do trabalho trouxe exemplos de bases de dados on-line para melhor entendimento dos conceitos explorados na apresentação. Ficou clara, a partir dos exemplos apresentados, a importância do conceito de autoridade para geração dos indicadores numéricos e das interfaces gráficas nas bases de dados. É sabido que a importância das interfaces gráficas não ocorre somente nas bases de dados numéricos, mas nesse tema uma informação pode melhor ser apresentada por meio de gráfico, de uma tabela, ou seja, de forma a facilitar o entendimento do usuário aos conteúdos.