Postagem realizada em: 24/03/2008 às 17:31:57 - Última atualização em: 30/11/-0001 às 00:00:00
Autor: Aline Laura Nascimento Tavella
Quebrando a linearidade
Tomando a concepção de hipertextualidade como ponto de convergência de outros conceitos, constatamos que ela revela os limites e por isso mesmo, a falência do discurso tradicionalmente lógico, acabado, fechado em si. As infinitas possibilidades de conexões entre trechos de textos e textos inteiros favorecem a flexibilização das fronteiras entre diferentes áreas do conhecimento humano.
O Hipertexto
- Segundo Landow (1992), o hipertexto põe em cheque: sequências fixadas, começo e fim definidos, uma estória de certa magnitude definida e a concepção de unidade e todo associada a todos esses conceitos. Na narrativa hipertextual , o autor oferece múltiplas possibilidades através das quais os próprios leitores constroem sucessões temporais e escolhem personagens, realizando saltos com base em informações referenciais.
- Segundo Heim(1993), o hipertexto é um modo de interagir com textos e não só uma ferramenta como os processadores de textos. Por sua característica, o usuário interliga informações intuitivamente, associativamente. Através de saltos - que marcam o movimento do hipertexto - o leitor assume um papel ativo, sendo ao mesmo tempo co-autor.
Para Ted Nelson, o hipertexto possibilita novas formas de ler e escrever, um estilo não linear e associativo, onde a noção de texto primeiro, segundo, original e referência cai por terra. Poderiamos adotar como noção de hipertexto assim , o conjunto de informações textuais, podendo estar combinadas com imagens (animadas ou fixas) e sons, organizadas de forma a permitir uma leitura ( ou navegação) não linear, baseada em indexações e associações de idéias e conceitos, sob a forma de links. Os links agem como portas virtuais que abrem caminhos para outras informações.
Para Lévy (1993) o hipertexto é um conjunto de nós ligados por conexões. O hipertexto é um comjunto de nós ligados por conexões. Os nós podem ser palavras, páginas, imagens, gráficos , sequências sonoras, documentos complexos que podem eles mesmos ser hipertexto. Os itens de formação não ligados linerarmente, como em uma corda como nó, mas cada um deles, ou a maioria, estente suas conexões em estrela, de modo reticular. - Para caracterizar o o hipertexto, Lévy recorre a seis princípios, que proporciona uma visão panorâmica, que, organiza, rezume e amplia a idéia de rede que se pretente construir.
- Princípio de metarmofose
- Princípio de heterogeneidade
- Princípio de multiplicidade e de encaixe das escalas
- Princípio de exterioridade
- Princípio de topologia
- Princípio de mobilidade dos centros.
- A compreensão de hipertexto para Conklin (1987) , segundo Apud Leiro (1994) , janelas na tela são associadas com objetos na base de dados e ligações são estabelecidas entre estes objetos, tanto graficamente, na forma de marcas rotuladas, como na base de dados na forma de ponteiros.
- Para Smith (1988), conforme ainda Apud Leiro (1994) , hipertexto é uma abordagem da gestão de informação na qual os dados são armazenados em uma rede de nós conectados por ligações. Os nós podem conter textos, gráficos, áudio e vídeo, bem como programas de computador ou outras formas de dados.
Para Shneiderman & Kearsley (1989) , referenciados em Apud Leiro (1994), o hipertexto pode ser uma rede de nós e ligações entre documentos, onde documento são nós e as ligações são referências cruzadas. As redes podem ter a forma de hierarquia, embora geralmente as associações entre os nós sejam mais complexas. Os nós ligações não se restrigem a textos, mas podem ser gráficos, fotos, sons narração ou sequência animadas (vídeo). Quando os documentos são de natureza (tipo) multimeios, o termo hipermídia é frequentemente usado.