Qual o limite?
Postagem realizada em: 22/03/2008 às 20:30:17 - Última atualização em: 30/11/-0001 às 00:00:00
Autor: Robson de Andrade Goncalves
Nome: Robson de Andrade Gonçalves
N° USP: 5646650
Recursos Informacionais I - Exercício 2
Prof. Dr. Brasilina Passarelli
1 - O nanoconceito e os nanotudos
O conceito de indivisível, de menor partícula existente surgiu com os gregos. Aristóteles já filosofava sobre o limite que o homem pode chegar. Civilizações antigas já refletiam sobre esse mundo supostamente irredutível e absurdamente minúsculo. Hoje a ciência consegue manipular átomos e moléculas aplicáveis em nanomateriais, nanomedicina, nanoeletrônica, entre diversas ramificações de pesquisa científica.
Com a idéia dos antigos, a física quântica põe em cálculos e papéis a teoria de que o átomo não é indivisível, dando asas à imaginação de físicos que “sonham” em manipular os átomos, manipular as estruturas básicas e que formam o todo. O poder de manipular átomos e moléculas nos possibilita construir o que quisermos tijolo por tijolo, escolhendo a “dedo” quais tijolos queremos e onde colocá-los. Foi essa constatação que Richard Feymann escreveu no seu livro chave da nanotecnologia intitulado Há muito espaço lá embaixo, no original, There's Plenty of Room at the Bottom. Feymann é a peça-chave da nanotecnologia, apesar do termo ter surgido com o professor da Universidade de Ciência de Tóquio, Norio Taniguchi, e popularizado por Eric Drexler no seu livro essencial Nanosystems: molecular machinery, manufacturing, and computation.
- Produção molecular básica: que consiste no controle digital da manipulação de moléculas.
- Produção molecular exponencial: que consiste na habilidade de manipulação de moléculas para fins de sistema, fazendo possível a concretização de grandes quantidades de produtos fabricados.
- Produção molecular integrada: que consiste na combinação das duas produções anteriores para uma construção de grandes produtos baseada em um arranjo de pequenas moléculas.
Na medicina, os nanorobôs são estudados para o combate a doenças terminais, como o câncer, a AIDS, e também no ato de cirurgias de risco, como cirurgias cerebrais e cardíacas. Na indústria farmacêutica, as nanomoléculas compõem alguns remédios que atuam mais precisamente na ação do antígeno, e no caso de antibióticos, em bactérias de constantes mutações.
Na computação o fenômeno já é visto com a comercialização dos iPODs, que utilizam, de microchips e nanotecnologia para o seu funcionamento. Novos chips, placas-mãe, memórias e processadores são construídos com a tecnologia nanométrica, consomem e dissipam pouquíssima energia, otimizando o funcionamento e exponencialmente aumentando a capacidade de processamento de um computador, até mesmo os PCs.
3 - A polaridade da Nanotecnologia
Hoje, quem detém dos investimentos e encabeça as pesquisas em nanotecnologia, no Brasil e no mundo são empresas multinacionais que obviamente visam o lucro, o ideal do capital. A grande crítica vem à tona sobre essas empresas que passam por cima dos valores ecológicos e humanistas para o objetivo do lucro.
Clique aqui para ver um vídeo que fala sobre o futuro da nanotecnologia:
Essa questão é ainda, difícil de responder, porém os efeitos benéficos ou não são evidentes. O progresso nos campos de aplicação da nanotecnologia, como explanado antes, medicina, cosméticos, informática, etc, é uma grande meta para os pesquisadores que trabalham com essa tecnologia, que erroneamente é dita como “do futuro”. Ora, a nanotecnologia já é uma criança crescida, que apreende novas aplicações e novos funcionamentos, não é um embrião, é uma tecnologia do presente.
Alguns estudiosos apostam que a nanotecnologia é a próxima revolução tecnológica, depois da informática, e esse futuro de revolução se projeta daqui a vinte ou trinta anos, outros mais ansiosos projetam a explosão da nanotecnologia para daqui a uma década.
Em um futuro quase presente de tão próximo, a vulgarização da nanotecnologia pode ser usada para intuitos nefastos, para a ação militar, como em guerras e atentados terroristas. Pode-se pensar em nanobombas, ou nanorôbos que carregam milhares de vírus altamente nocivos, como também podemos pensar até em uma nova corrida armamentista, daí vale o uso da nefasta criatividade destruidora do ser humano.
O barateamento da feitoria de produtos e a alta capacidade de produção, podem influenciar na economia mundial e paralelamente ao meio ambiente. Existem dados que na produção e na manipulação de moléculas, a liberação de agentes tóxicos é constatada, ou seja, chegamos no ponto da nanopoluição, ou mais tecnicamente o estudo da nanotoxicologia.
A necessidade de uma regulamentação e de protocolos de compromisso com o bem-estar humano e do meio ambiente é essencial para um não desenfrear de produção e conseqüente nocividade.
Enfim, a nanotecnologia é polarizada, e nesta polarização não-magnética, os opostos não se atraem, mas podem ser equilibrados com o bom-senso da diplomacia mundial. A consciência da evolução tecnológica nubla-se algumas vezes nos benefícios técnicos e esconde a camada ambiciosa do objetivo da produção e suas terríveis conseqüências. Fiquemos atentos, portanto, a uma possível transformação totalizadora da nanotecnologia em uma nanomercadoria.
4 - Linkografia
Todos os links foram visitados em 22/03/08.
PHOENIX, Chris. Developing Molecular Manufacturing. Published in: march 2005.
SILVA. Cylon Gonçalves da. O que é nanotecnologia. 2002.
Demais links:
wikipedia.eng
Interessantes para um maior aprofundamento:
Inovação tecnológica.com.br
Nanotecnology