LITERATURA CINZENTA

O grupo primeiramente caracterizou o que é literatura cinzenta: aquilo que é dificilmente recuperável, como os TCCs (que possuem poquíssimos exemplares), daí a sua característica cinza: nebuloso, difícil de enxergar/encontrar.

A professora ressaltou, para realmente não restarem dúvidas de que: artigos científicos e livros não são literatura cinzenta.

Entre os materiais apresentados estavam 3 cartas-patente, apresentadas pela Daniela. Foi interessante (e, de certo, incômodo) conhecermos e vermos de perto um documento, onde o conhecimento é privatizado com um discurso raso de "propriedade intelectual", que está em contradição com o conhecimento livre e acessível a todos que a universidade pública deveria produzir, mas com as cartas-patente o conhecimento é individual, apenas um indivíduo ou uma empresa detém seus direitos. As cartas-patente, na verdade, existem para o grande mercado do conhecimento, onde na maioria das vezes não é o indivíduo que produziu o conhecimento que lucra mas sim as empresas que se apossam do conhecimento produzido.

Jéssica mostrou um quadro bem explicativo sobre TCCs, dissertações e teses, onde se pode compreender o rigor metodológico e reflexivo que demanda do graduando, mestrando ou doutorando. Ela também explicou as diferenças entre um e outro. Depois, as estruturas do trabalho acadêmico foram destrinchadas pela colega que, logo após mostrar parte por parte do trabalho acadêmico, nos apresentou os TCCs: "Políticas públicas culturais de inclusão de públicos especiais em museus", de Amanda Pinto da Fonseca Tojal, e um outro sobre o seriado ALIAS feito por uma graduada em Audiovisual. O primeiro deles, sobre políticas públicas de acessibilidade, tinha um material adicional muito importante que a colega soube ressaltar: um CD room acessível a deficientes. Jéssica também se lembrou de explicitar um outro caráter dos TCCs: seu fácil esquecimento, empoeirados em estantes e com suas folhas amareladas. As bibliotecas muitas vezes não se preocupam com a conservação (ou, se há uma política de conservação, faltam verbas para ser colocada em prática). Ela ainda indagou: "como eles estarão daqui alguns anos?"


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