Primavera acadêmica - Seminário sobre Bases de Dados de Grandes Grupos Editoriais - Aula 10 - 30.05.2022


A apresentação desse Seminário conversa muito com a postagem do Blog Milenar, que faz uma breve introdução sobre os Oligopólios de seis grandes empresas responsáveis pelas publicações científicas. 

Gilberto Borges (2016) faz uma análise de um estudo de pesquisadores da Universidade de Montreal que conclui que a maior parte das publicações científicas do mundo são controladas por seis, das grandes editoras do mundo:

  • Reed-Elsevier

  • ACS

  • Springer

  •  Wiley-Blackwell

  • Taylor & Francis

  • Sage

A partir desse estudo, Borges (2016) faz uma reflexão muito importante de que os grupos de pesquisa acabam se submetendo às vontades dessas grandes editoras, que por sua vez, se submetem ao desejo das grandes indústrias e corporações já que dependem diretamente de seus investimentos, como indústria farmacêutica, produção de vacinas entre outros. 

Tendo em vista esse controle comercial e político do conhecimento, o movimento Primavera Acadêmica ficou conhecido por tomar a iniciativa de reivindicar espaços de publicações de acesso aberto que não sofram as interferências das oligarquias editoriais. (BARROS, 2012)

O posicionamento cresceu a partir de um texto publicado em blog pelo britânico   Timothy   Gowers,   detentor   da   medalha Fields,   maior   honraria   no   campo   da matemática.   O   texto,   que   conclama   um   boicote   à   editora   acadêmica Elsevier,   alcançou notoriedade  na  mídia  e  nas  redes  sociais  no  início  de  2012  e  motivou  a  criação  do  The  Cost  of Knowledge,  um  website  que  permite  que  outros  acadêmicos  e  pesquisadores  publiquem  seus protestos  e  afirmem  o  compromisso  de  não  apresentar  manuscritos,  revisar  artigos  ou  fazer  o trabalho editorial de periódicos, em particular aqueles publicados pelo conglomerado Elsevier. (BARROS, 2012, p. 366)

Outro ponto importante sobre a Primavera Acadêmica, se refere à própria carreira dos pesquisadores. O movimento luta pela publicação em acesso aberto, porém essas plataformas não possuem reconhecimento científico do qual a carreira acadêmica é pautada. Os periódicos continuam sendo de extrema importância, devido ao fator de impacto (desenvolvido por Eugene Garfield anos antes) que impulsiona e ajuda a divulgar tanto o nome do cientista e sua instituição, como também ajuda a angariar investimentos para outros projetos de pesquisa. (BARROS, 2012)

No Brasil, os periódicos são avaliados por uma nota Qualis que varia entre A1 e A2 que são as mais bem avaliadas até B1, B2, B3, B4, B5 e C. A CAPES é a organização responsável por fazer essas avalizações e disponibiliza na Plataforrma Sucupira um filtro no qual é possível pesquisar os periódicos por suas notas de avaliação. 

REFERÊNCIAS

BARROS, M. A. de. A Primavera Acadêmica e o custo do conhecimento ?Academic spring and the cost of knowledge. Liinc em Revista, [S. l.], v. 8, n. 2, 2012. DOI: 10.18617/liinc.v8i2.486. Disponível em: https://revista.ibict.br/liinc/article/view/3366. Acesso em: 12 jun. 2022.

BORGES, Gilberto. Seis editoras controlam as publicações científicas mundiais. Milenar - Construindo um novo Amanhã, 2016. Disponível em: https://milenar.org/2016/02/16/seis-editoras-controlam-as-publicacoes-cientificas-mundiais/. Acesso em: 12 jun. 2022.

 

 

 

 

 


© 2017 - 2026 by NeoCyber.