RI II 2022 - Postagem oito - Bases de Dados de Grandes Editoras
Postagem realizada em: 06/06/2022 às 18:47:17
Autor: Nicole Bonassi de Oliveira
Título: editoras detentoras do saber
O acesso à educação e ao conhecimento são assuntos debatidos desde a antiguidade, principalmente na Roma antiga, em que os privilégios de estudar e saber um pouco além das atividades do cotidiano faziam parte da vida de poucos indivíduos, geralmente dos mais privilegiados (ALVES, 2020). Desde então percebe-se que o acesso ao conhecimento é restrito, diretamente ligado ao público que possui dinheiro ou o direito de acesso. No século XXI essa situação não é muito diferente, dado que a informação é uma das mais caras moedas de troca, tornando corporações tão ricas quanto países inteiros.
As bases e bancos de dados são, hoje, como o pote de ouro no final do arco-íris, pois valem muito, mas poucos os enxergam. Mas mesmo que os alcance, os sujeitos que deles querem usufruir necessitam de condições especiais, pois nem todos os dados estão disponíveis a todos os públicos. Algo semelhante acontece com os pesquisadores que escolhem publicar seus textos em revistas ou periódicos particulares. Nesses casos, até a publicação oficial da pesquisa não ser feita, o artigo do pesquisador fica “preso”, sendo impossibilitado de leitura ou compartilhamento em outras bases. Insere-se então os direitos autorais.
Partindo dessa censura às informações, as bases de dados de grupos editoriais, como é o caso do IBICT, decidiram ampliar os seus leques de acesso e facilitar a checagem dos registros entre todos os usuários (INSTITUTO…, c2022), afinal, é um ato mais que democrático que os próprios sujeitos criadores das informações tenham acesso a estas, bem como a fontes semelhantes que contribuam com as suas aquisições de conhecimento. Ainda assim, o acesso livre aos bancos e bases de dados insere-se nas novas propostas dos dispositivos culturais da modernidade, porque há uma preocupação em equilibrar os níveis de saber entre as populações mais abastadas e carentes, seja por meio de universidades ou se estudos sociais e práticos que buscam melhorias.
Neste sentido, torna-se papel das bases de dados editoriais garantir que todos os interessados tenham acesso aos conteúdos de seu banco de informações sem que essas percam a sua confiabilidade, destinando para isso dicas sobre como citar, referenciar ou compartilhar os conteúdos acessados, atribuindo o reconhecimento merecido ao pesquisador.
Referências
ALVES, Jessica. Roma Antiga. Educa mais Brasil. 2020. Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/historia/roma-antiga. Acesso em: 30 maio 2022.
INSTITUTO Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Governo Federal. c2022. Disponível em: https://www.gov.br/ibict/pt-br. Acesso em: 30 maio 2022.