Considerações sobre seminário do Profe. Dr. Alan
Postagem realizada em: 23/05/2022 às 19:35:11 - Última atualização em: 09/07/2022 às 15:33:28
Autor: Mª Clara da Silva
A aula-palestra do Prof. Dr. Alan Angeluci, buscou tratar ‘das bases de dados à Ciência de Dados: IoT, Big Data, Inteligência Artificial e Ciência de Dados’. Perpassando temas latentes ao contexto atual de hiperconectividade e o desenvolvimento de produtos e serviços que podem soar como utopias quanto não investigadas de perto.
Calímaco, ‘humildemente’ etiquetando seus papiros na antiga e lendária biblioteca de Alexandria, por exemplo, talvez pudesse ter se dado conta do quão imenso estava seu acervo… Mais ainda, do que poderia ainda ser adicionado - pela política de cópia de obras - em decorrência do fluxo de viajantes, constatado na época. Suas ações, assim como muitas outras na história, podem ter sido arbitrárias; mas também nos ajudam, no presente, a entender os desdobramentos em nosso dia a dia informacional.
Assim como a confusão de muitas pessoas ao responderem a repórter sobre o que seria o ‘bug do milênio’, ou ainda sua consequência na vivência delas; depois de cerca de 22 anos permanece nossa confusão, porém com outras linguagens computacionais. Diante das políticas de privacidade de muitas aplicações e serviços, da disponibilização automática que muitos de nós proporcionam as empresas que captam nossos dados; entre outros elementos elencados pelo professor Alan ao longo de sua fala, remetem muito ao compromisso de um olhar inter e transdisciplinar que os profissionais da informação devem estabelecer para que as lógicas mercantilistas não subvertam ainda mais o nosso foco de aprender e ensinar as literacias fundamentais para ‘navegar’ pelos serviços.
Não apenas tratando de etiquetar e documentar recursos que podem vir a ser necessários a muitos indivíduos que buscam informações, mas compreender que, há um trânsito constante diante de processos históricos de desenvolvimento de tecnologias e serviços. Para que saibamos não nos afogar diante das grandes quantidades de dados infinitamente impossíveis de serem processados por cérebros humanos, é preciso entender e se ater às metodologias e técnicas atuais das inteligências artificiais, principalmente no que diz respeito aos procedimentos voltados ao aproveitamento do nosso dia a dia com análise e métrica de nossos dados.
E é nesse meio que o profissional da informação pode demonstrar-se essencial. Pelo conhecimento de normatizações e processos necessários a uma melhor mediação que exerça curadoria de recursos e obras informacionais, ligando e sendo ‘ponte mensageira’ àqueles sobrecarregados de informação ou sem rumo estabelecido. Bastando encarar que nossos paradigmas são limitantes, mas podem ser melhorados quando pudermos estabelecer uma hibridização com tais mecanismos tecnológicos.
Pode ser encarada como questão impactante ou ainda utópica, mas manter-se ingênuo(a), cegamente utilizando, ou ainda não compreendendo os ‘porquês’, acarrete em mais um bom período de fissura e obstáculos diante dos que foram ‘literados’ com as linguagens da internet e os que ainda não foram…
Referências:
Fantástico - 26/12/1999 - Bug do milênio preocupa o mundo. YouTube. Publicado em jan. 2012, no canal Edualmeidasouza, jan. 2010. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=xQgqudtWJSs
CORDEIRO, Tiago. O que foi o Bug do Milênio?. In: Mundo Estranho. Revista Superinteressante. jan. 2016. Disponível em: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/o-que-foi-o-bug-do-milenio/