Novo modelo de negócios - Informação como PIB - Postagem 1 - Aula 5 - 25.04.2022
Postagem realizada em: 30/04/2022 às 21:50:24 - Última atualização em: 30/04/2022 às 21:58:25
Autor: Karina Pereira
Considerando as Ondas Informacionais, conceito cunhado pela professora Brasilina Passarelli e essa atual transição entre a segunda e aterceira onda, não só as relações sociais e comunicativas mudaram. O modelo de negócios também foi se reconfigurando conforme a evolução das tecnologias.
Numa síntese superficial: a prensa de Gutenberg deu início a difusão da informação em massa. A partir de então, essa difusão foi aumentando exponencialmente. Esse salto no acesso da população aos livros, e aos textos contribuiu para o vertiginoso aumento da alfabetização e consequentemente a especialização dos conhecimentos técnicos aumentou, btornando a informação valorizada e sendo relacionada à altos cargos e a alta escolaridade das pessoas.
Percebe-se uma valorização da informação como melhoria de vida. Não demorou muito para que comecasse a ser comercializada, tornando-se um artigo rentável, uma matéria prima de alto valor, assim como o petróleo e o ouro. E é nessas vias de pensamento que segue o novo modelo de negócios que está se expandindo cada vez mais.
Luciano Floridi é o nome de um filósofo italiano muito conhecido por seus trabalhos na área da Filosofia e da Ética da Informação. (Wikipédia, 2021). Ele reflete sobre a dependência das sociedades mais desenvolvidas em relação á informação como um bem intangível, sendo que pelo menos 70% do PIB dos países do G7, dependem da informação como ativo. (PASSARELLI, 2014)
Figura 1 - Luciano Floridi
A informação é importante ativo, de acordo com o site do Poder Judiciário de Santa Catarina porque a
Informação é um conjunto de dados organizados, que possam constituir referências sobre um determinado fato ou fenômeno. Por meio dela, resolvemos problemas e tomamos decisões, pois o seu uso racional é a base do conhecimento.
O site também disponibiliza as 7 leis da informação segundo (MOODY & WALSH, 1999):
- 1ª Lei: a informação é compartilhável.
- 2ª Lei: o valor da informação aumenta com o uso.
- 3ª Lei: a informação é perecível.
- 4ª Lei: o valor da informação aumenta com a precisão.
- 5ª Lei: o valor da informação aumenta quando há combinação de informações.
- 6ª Lei: mais informação não é necessariamente melhor.
- 7ª Lei: a Informação se multiplica.
Com isso, fica fácil entender que se a informação possui valor, empresas vão querer vendê-la na lógica capitalista de lucro.
Luciano Floridi também reflete sobre como todos os âmbitos da vida humana perpassam pelas mídias digitais, como por exemplo, as compras, transações bancárias, contratação de serviços, investimentos, gerenciamento de negócios e etc. (PASSARELLI, 2014)
Pensando nisso, empresas como a Clarivate e a Scopus são grandes empresas que trabalham com a venda de informações científicas nesse ambiente virtual a partir de suas bases de dados.
A Cambridge Analytica também (Wikipédia, 2021)
foi uma empresa privada que combinava mineração e análise de dados com comunicação estratégica para o processo eleitoral.
Percebe-se que o ambiente digital é um grande produtor de dados, coletados a partir das informações disponibilizadas pelos usuários das redes, que ao serem armazenados e manipulados para um determinado fim se torna um bem intangível e extremamente rentável.



