Scopus: a segunda melhor? - Postagem 2 - Aula 3 - 04.04.2022


De acordo com sua própria página da web, a "Scopus é o maior banco de dados de resumos e citações da literatura com revisão por pares (...)" (Elsevier, 2022)

Assim como na postagem sobre a Web of Science, aqui também será analisado alguns números da Scopus segundo a Wikipédia (2021)

"Abrange cerca de 19,5 mil títulos de mais de 5.000 editoras internacionais, incluindo a cobertura de 16.500 revistas peer-reviewed  nos campos científico, técnico, e de ciências médicas e sociais (incluindo as artes e humanidades)."

Assim como a Web of Science, a Scopus também é propriedade de uma empresa de Análise de Dados, a Elsevier (c2022). Em sua homepage, afiram que: 

A Elsevier é uma empresa global de informações analíticas que contribui com instituições e profissionais para o progresso da assistência à saúde e da ciência melhorando seu desempenho em benefício da humanidade.

Apesar de ter como premissa o compartilhamento de informações (principalmente no que concerne a área da saúde) para benefício da humanidade, os serviços da Scopus também funcionam por assinatura, levando a conclusão de que a informação é um negócio extremamente lucrativo e lançando questionamentos sobre o público (país, universidade ou pessoa individual) que não pode arcar com tamanha despesa. Assim, o acesso à informação mais atualizada fica limitada a grupos privilegiados que podem assinar tais serviços, além do quesitonamento dos próprios processos de publicação que envolvel longos tempos de espera ou pagamento de taxas caríssimas para uma rápida publicação. 

Sendo assim, o ciclo da informação confiável seria de pessoas/grupos privilegiados publicando em periódicos para leitores/pesquisadores também privilegiados. 

Análise da base Scopus

Enquanto na base da Web of Science foi possível fazer busca por assunto, mesmos sem ter acesso por login, a Scopus tem um campo de acesso mais limitado. Sem o login só é permitido ver um ranking e uma "métrica" de periódicos, ou seja, uma lista com os principais periódicos e suas 'medidas'. Uma pontuação de citações é atribuída aos periódicos de maior relevância, o número de citações entre 2017 e o ano corrente, a quantidade de documentos publicados pelo periódico e uma porcentagem de citações, como indica a figura abaixo:

 

 

 

 

 

 

 

 

Na figura também é possível perceber que o acesso gratuito e sem login também permite selecionar os periódicos desejados, porém ao tentar salvar numa lista de referências ou exportar para uma planilha, o site pede para logar.

Ao selecionar um periódico, o site apresenta as principais informações bibliográficas desse periódico e também informações sobre a quantidade de citações e ranks com outros periódicos, porém não permite acessar os documentos, nem acionar alerta para novos documentos desse periódico, funcionalidades reservadas apenas para quem possui login ou é assinante. 

Web of Science x Scopus

Em uma comparação de números, as duas bases bibliográficas de resumos e citações são grandes concorrentes no mercado de informações, então para efeitos de análise para esse post foram considerados os números apresentados na Wikipédia tanto na matéria sobre a Web of Science (mencionada na postagem anterior) quanto na matéria sobre a Scopus (mencionada no começo deste texto).

A Scopus possui a cobertura de 16.500 revistas, enquanto a Web of Science 12.000 periódicos. 

A Scopus abrange mais de 5.000 editoras internacionais, em contrapartida, a Web of Science abrange mais de 50.000 livros acadêmicos e 160.000 anais de conferências. A Scopus não deu mais detalhes quanto à esses queesitos de livros e anais de conferências. 

Com essa visão dos números apresentados na Wikipédia, a Web of Science possui a vantagem por possuir materiais diversos e cobrir materiais desde o ano 1900 até o presente. 

Agora, tendo em vista a análise entre as duas bases, foi possível perceber que a Web of Sciente é também mais flexível com relação à seu conteúdo. Sem login e assinatura, a base permitiu buscar por artigos, exibindo muitas informações, inclusive a de citações e ainda com links para o texto completo. Suas limitações eram específicas para acionar o alerta de citações para aquele artigo específico e salvar em uma lista particular dentro da própria base (ações que requeriam o login).

A Scopus em comparação teve um acesso muito mais limitado, permitindo apenas ter um vislumbre dos periódicos e suas informações bibliográficas, exigindo o login para o restante das funcionalidades. 

No critério "democratização da informação" a Web of Science teve um destaque muito maior, contribuindo para pesquisas no nível individual (sem menosprezar a qualidade das duas bases, é claro). 

Assim, a Scopus fica como sendo realmente a segunda maior base de dados de resumos e citações do mundo. Perdendo para a Web of Science que, (na minha opinião), ganha o podium de melhor base.


REFERÊNCIAS

SCOPUS. In: Elsevier: Elsevier, c2022. Disponível em: <https://www.elsevier.com/pt-br/solutions/scopus >. Acesso em: 10 de Abr. de 2022. 

SCOPUS (BASE DE DADOS BIBLIOGRÁFICA). In: Wikipédia, a enciclopédia livre, 2021. Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Scopus_(base_de_dados_bibliogr%C3%A1fica > . Acesso em: 10 de Abr. de 2022.

SCOPUS PREVIEW. In: Scopus. Disponível em: <https://www.scopus.com/home.uri?zone=header&origin=>. Acesso em: 10 de Abr. de 2022. 

 

 

 


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