Palestra IBICT: sociedade em rede


A palestra IBICT realizada pela professora Brasilina Passarelli fez uma linha histórica apresentando os desafios contemporâneos do hiperconectado, dentre os muitos tópicos pontuados pela professora, merece destaque a sociedade em rede, temática também apresentada pelo professor Marcos Luiz Mucheroni, na disciplina optativa de Redes Eletrônicas e Ambientes da Informação.

Podemos resumir, sob ótica da sociologia, a sociedade em rede como uma sociedade que possui conjuntos de informações e comunicações ligados, que interagem entre si dentro de um ambiente virtual. Para entender um pouco mais sobre a sociedade em rede, faz-se necessário observar um pouco sobre a sua construção.

Quando se fala de rede atualmente é muito comum fazermos a ligação com as mídias sociais, entretanto o conceito de rede surgiu antes desse tipo de tecnologia. Pode-se dizer que redes começaram a serem criadas desde que quando os seres humanos começaram a serem sedentários, o que culminou nas formações das primeiras sociedades. Mas o que de fato influenciou a criação da sociedade em rede, foram as Revoluções Industriais, com a primeira e seu foco no trabalho, na segunda devemos lembrar o seu carácter técnico científico e o fordismo, e a terceira seria a técnico científico informacional, em conjunto com os processos de globalização.   

Sendo assim, com esses avanços tecnológicos, científicos e informacionais, constrói uma sociedade em rede, interligada principalmente pela tecnologia. O termo “Sociedade em rede” foi utilizado pela primeira vez pelo sociólogo Jan Dan Dijk, em seu livro “The Network Society” em 1990, onde ele aborda o crescimento e expansão da tecnologia, incluindo o tópico de sociedade em rede. 

Já o Manuel Castells utilizou o termo, em seu livro “Sociedade em rede”, interligando o assunto com a globalização, pontuando que diversos fatores como a politica, economia, cultura e religião interferem na sociedade em rede, trazendo o conceito de capitalismo informacional. Sobre o capitalismo informacional, Castells diz que as sociedades que tiverem um maior poder economico terão um maior alcance global pelas tecnologias, logo, haverá um privilégio dessas sociedades decidirem o que é ou não relevante para o mundo.

Ainda falando sobre sociedade em rede, deve-se mencionar que  o advento das mídias sociais proporcionou uma ampliação da informação e comunicação interligadas, em uma velocidade muito mais rápida e que abrange muito mais pessoas, o que traz pontos positivos como o acesso à informação, a economia de tempo em interações, o avanço de questões políticas e econômicas, mediadas pelo ciberativismo, entre outros benefícios.

Mas também é necessário comentar que há alguns impactos negativos, como os espalhamento de fake news, ciberbullying, imediatismo e SFI. Dentre esses tópicos negativos, merece destaque a SFI, que segundo Byung-Chul Han (2018), seria o a Síndrome da Fadiga da Informação, que seria causada pelo excesso de informação, condição muito comum em pessoas que trabalham com a informação, e que prejudica as capacidades analiticas das pessoas.

Logo, deve-se compreender que para profissionais da informação é imprescindível conhecer  a sociedade em rede, e entender que ela possui diversos pontos que devem ser analisados, observando seus panoramas históricos, questões politicas, sociais, culturais e seus impactos, tanto positivos quanto negativos.


 

Referências Bibliográficas

 

CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 2013. 

 

HAN. B-C. No enxame: perspectivas do digital. Rio de Janeiro: Vozes, 2017


Sociedade em rede. Wikipedia, [s.l], 2021. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_em_Rede.  Acesso em 29 mar. 2022.


© 2017 - 2026 by NeoCyber.