Seminário I - Reflexão sobre dicionários e enciclopédias
Postagem realizada em: 03/01/2022 às 11:17:24 - Última atualização em: 04/01/2022 às 22:51:59
Autor: Filipe Pereira



A apresentação do primeiro grupo de seminário, abre com a definição de obras de referência, que são livros de consultas rápidas, mas que não tem por objetivo uma leitura contínua, destinam-se a responder perguntas específicas. Sendo composto por dicionários, enciclopédias, anuários, periódicos, índices de resumos e bibliografias; para em casos que não possuir a informação nos remeter para as fontes específicas que contém a informação desejada.
Como exemplo temos o Dicionário de acordes cifrados: harmonia aplicada à música popular de Almir Chediak, que se enquadrada na categoria de obra de referência por ser um livro de consulta, porém, também sendo possível ser utilizado como fonte de estudos de forma mais continuada. Nas imagens temos a capa do livro, e duas páginas: uma da seção de dicionário de acordes, contendo diferentes formatos de um acorde e sugestões de inversões harmônicas e a outra página de um capítulo mais adiante com exercícios de progressões harmônicas.
Pela definição do Michaelis, o dicionário é: uma coleção parcial ou completa das unidades lexicais de uma língua. De certa forma, podemos afirmar que a música é uma linguagem, logo os acordes, sua estrutura, variações e os estudos das harmonias, tem uma correlação com a linguagem escrita e/ou falada, mantendo suas diferenças e especificidades logicamente. Nesse caso de obra que foi escolhida, temos um dicionário especializado.
Também é conhecido pelos nomes de “desmancha dúvidas”, “tira teimas” e “pai dos burros”. Sua função principal é estabelecer definições e deve ser usado não somente para esclarecer significados mas para confirma-los, podendo ser estruturado em formato de glossário, vocabulário e de léxico.
As enciclopédias se propõem a abranger de forma mais profunda as diferentes áreas do saber, podendo ser obras de vários volumes organizados em ordem alfabética, ou também, por ordem sistemática/temática; é um recurso informacional escrito por especialistas que compilam diversos conhecimentos incluindo ilustrações, mapas, gráficos e outros recursos visuais que auxiliam no entendimento do conteúdo, publicado por instituições de competência reconhecida.
Havendo também, no contexto contemporâneo, as enciclopédias eletrônicas, as wikis, como a Wikipédia, que é uma enciclopédia digital e nos oferece uma estrutura de busca, além dos hyperlinks que nos dá uma outra maneira de acessar e usufruir os recursos informacionais do que uma enciclopédia impressa fisicamente. Essa migração do físico para o eletrônico possibilita uma expansão por integrar ferramentas como jogos interativos, ganhando outros formatos e possibilitando um espaço mais dinâmico de elaboração da relação usuário-informação e de transmissão e de apropriação do conhecimento.
Para exemplificar o recurso informacional, foi escolhida a Enciclopédia negra, uma obra física de autoria dos pesquisadores Flávio Gomes e Lilia M. Schwarcz e do artista Jaime Lauriano, publicado em 29 de março de 2021 pela Companhia das Letras. Foi tema da exposição do museu Pinacoteca no período de 01 de maio de 2021 a 08 de novembro de 2021. No livro, estão reunidas as biografias de mais de 550 personalidades negras, em 416 verbetes individuais e coletivos.
Realizando uma revisão histórica do Brasil, da colonização aos dias atuais, a fim de restabelecer o protagonismo negro, reiterando o compromisso com a visibilidade e a pluralidade de histórias e movimentos. Conjuntamente da proposta da enciclopédia, a obra de referência ganhou novos ares por fazerem na exposição por meio da arte um trabalho em múltiplos suportes; a exposição tornou pública as 103 obras realizadas por artistas contemporâneos de pinturas, esculturas e intervenções entre outros. Meios de incitar o pensamento sobre esse tema que é inerente ao Brasil e merece destaque e reflexão constante.
