Sobre a evolução dos registros informacionais


A transformação dos suportes onde são feitos os registros informacionais percorre um longo caminho, destacando-se pelos seguintes pontos, as tábuas de argila, os pergaminhos, os livros antigos manuscritos e a revolucionária imprensa de Gutenberg. Mais recentemente, a invenção do que é chamado genericamente de internet, e os dispositivos como computadores e celulares, dados móveis, aplicativos e plataformas. As fontes informacionais que são consumidas se dividem em diferentes tipos como fontes publicadas e não publicadas, fontes visuais (iconográficas, não-palavras, ou que não usam a palavra como meio principal para passar a mensagem e seu conteúdo) e os artefatos. Também sendo separadas entre fontes primárias, secundárias e terciárias.

As fontes primárias são feitas próximas do tempo que o evento ocorreu, também podendo ser criadas de maneira retrospectiva após o evento por aqueles que o vivenciaram. São fontes primárias documentos originais, obras criativas, que normalmente não descrevem ou fazem análise de outros documentos. Por exemplo de fontes primárias temos discursos, leis e documentos de tribunais. Assim como diários, memórias, autobiografias, cartas e documentos de relatórios escolares e profissionais; trabalhos de arte, novelas e ensaios. Além disso, observações documentadas, entrevistas, pesquisas originais, dados, e jornais históricos. É utilizada para fundamentar argumentação a favor ou contra, afirmações, reivindicações de direitos, críticas sobre algum acontecimento.  Podendo ser usada como evidencia para teorias e para pesquisas, e também para visualizar uma perspectiva histórica sobre o assunto.

As fontes secundárias são escritas por acadêmicos e/ou observadores depois do acontecimento que a interpretam, criticam ou analisam mediante as fontes primárias dos eventos ocorridos. Por exemplo, livros didáticos, enciclopédias, ensaios literários e resenhas. Bem como revistas ou artigos jornalísticos que analisam eventos ou ideias. Ainda, livros que provem resumos de eventos ou sintetizam informações de algumas fontes primárias. E também, websites; preferencialmente de pessoas ou instituições respeitadas como museus, universidades ou arquivos do governo.  As fontes secundárias são utilizadas para ter um entendimento mais amplo sobre o assunto em foco. Para conferir o que outras pessoas discutiram e suas opiniões. Para aprender como acontecimentos recentes afetaram ou se encaixam em conjuntura com panorama de acontecimentos. Compreender melhor o significado dos acontecimentos, dados ou obras de literatura e arte.

As fontes terciárias podem ser definidas, de forma breve, como uma análise individual de uma fonte secundária e/ou primária ou uma compilação de fontes secundárias e/ou primária, agindo de certa forma como uma "análise da análise". Ou seja, compilam e remetem às fontes secundárias e primárias, indicando e organizando-as para facilitar o acesso. Não trazem nenhum conhecimento ou assunto como um todo.

Interessante destacar um evento recente que vem causando discussões a respeito da ética em relação ao uso dos dados pessoais, esse que se caracteriza como fonte primária. Dada importância da informação na contemporaneidade, sendo considerado que os dados são o petróleo ou ouro em nossa época. Vem ocorrendo um movimento das redes sociais, plataformas e aplicativos coletarem dados que não poderiam ser públicos e disponibilizar, vender ou vazar. O que, por sua vez, acaba indo parar na mão de empresas ou outras instituições e sendo usado, por exemplo, em estratégias de marketing. Por causa de atitudes desse nível que vem sendo instaurada, já em tempo, a Lei Geral de Proteção dos Dados como forma de controlar o mau uso de informações que deveriam ser privadas.


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