Resenhas


Texto 1: “Do Mundaneum à WEB Semântica: discussão sobre a revolução nos conceitos de autor e autoridade das fontes de informação” por Brasilina Passarelli

 

            Publicado pela DataGramaZero no volume 9, n°5 em outubro de 2008 e escrito por Brasilina Passarelli, formada em Biblioteconomia e Documentação (1973 – 1976), mestre em Ciências da Comunicação (1984 – 1987) e doutora em Ciências da Comunicação (1990 – 1993) e atualmente professora titular pela Escola de Comunicação e Artes ECA/USP, e vice-diretora da Escola de Comunicações e Artes – ECA.

O artigo se inicia introduzindo Paul Otlet, advogado belga fundador da Classificação Decimal Universal (CDU), sistema utilizado até os tempos atuais para a classificação de documentos, e de seu projeto mais ambicioso o Mundaneum com o objetivo de desenvolver uma enciclopédia universal a partir das entradas disponíveis no sistema do museu. O projeto se inicia em 1919 e se estende até seu fechamento oficial em 1934. Paul Otlet é responsável pela criação de conceitos que mais tarde seriam utilizados na criação da Web.

O texto introduz as três diferentes gerações da Web, a Web 1.0, Web 2.0 e Web 3.0 além de diversas figuras que contribuíram para as reflexões sobre o uso dessas novas plataformas e seus novos desafios como o caso da “Wikipédia – A enciclopédia livre” em comparação com enciclopédias físicas (Britannica). Ao final, Brasilina conclui “O futuro promete ainda mudanças para a ciência da informação e reconfigura a noção de acervo, pois na era das plataformas abertas acessar é também possuir” (PASSARELLI, 2008)

Apesar de utilizar de exemplos de plataformas que há muito não são mais utilizadas, sendo as mesmas substituídas por novos espaços melhor otimizados para o usuário, também nos permite perceber a trajetória da formação das plataformas online que conhecemos com mais clareza, sejam algumas já “extintas” e outras utilizadas até o presente, assim como as primeiras ideias formadas há 100 anos atrás com Paul Otlet.

 

 

Texto 2: “A Escola do Futuro (USP) na construção da cibercultura no Brasil: interfaces, impactos, reflexões” por Antonio Helio Junqueira e Brasilina Passarelli

           

            Artigo publicado pela revista LOGOS “O Estatuto da Cibercultura no Brasil” volume 34, n°01 no primeiro semestre de 2011 e escrito por por Antonio Helio Junqueira, formado em Engenharia Agronômica(1975 – 1978) doutor em Ciências da Comunicação pela ECA/USP (2011 – 2014) e mestre em Comunicação e Práticas de Consumo pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (2007 – 2009) e Brasilina Passarelli, formada em Biblioteconomia e Documentação (1973 – 1976), mestre em Ciências da Comunicação (1984 – 1987) e doutora em Ciências da Comunicação (1990 – 1993) e atualmente professora titular pela Escola de Comunicação e Artes ECA/USP, e vice-diretora da Escola de Comunicações e Artes – ECA.

            Com o objetivo de traçar a trajetória da internet no Brasil, que se inicia em 1991, e a criação do Núcleo de Pesquisa das Novas Tecnologias Aplicadas à Educação Escola do Futuro (NAP EF/USP) que tem o objetivo de acompanhar o desenvolvimento da cibercultura no Brasil, os planos de implementações de novas redes e inclusão digital, análise do desenvolvimento de produção intelectual e comportamento do usuário na Web 2.0.

            A NAP EF/USP tem como seu escopo de pesquisa a busca de inovações no usa das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) e possuía, até o presente momento quatro projetos: Acessa SP, Projeto Entre Meios São Bernardo do Campo, Acessa Escola e o Programa Rede São Paulo de Formação de Docente – REDEFOR. Os programas abrangem a educação digital da população; do público comum, até a área da educação, promovendo novos métodos educacionais para profissionais, ou que garantem a autonomia do aprendizado aos alunos. Quanto ao REDEFOR, é um projeto firmado através de um convênio entre o Governo do Estado de São Paulo e a USP, UNESP e UNICAMP, e teve como proposta oferecer cursos de pós graduação online.

O artigo se conclui com os autores discorrendo que após o desenvolvimento da internet no país, sempre existirá da necessidade de se continuar observando a Web 2.0 e estudar e registrar seus novos fenômenos sociológicos e semânticos que se desenvolvem a cada nova onda, tais “desafios” para a Escola do Futuro estão longe de se ter um fim.

 

ATUALIZAÇÃO:

Na Aula seguinte em 27 setembro, os debates geraram discussões relacionadas ao acesso da tecnologia na atualidade e a exclusão de muitos individuos nesse meio, pricipalmente durante o período atual de quarentena; a demonização do uso de tecnologia no meio escolar como ferramenta educacional; a relação da área da ciência da informação e os impactos tecnológicos na mesma e outros projetos como as Bibliotecas Parque, o projeto Wikipédia e a Escola do Futuro


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