Rádio: de desacreditado a queridinho perene


Na aula sobre Fontes de Informação, foi apresentado um breve histórico da informação em seus diferentes formatos e suportes.

Em pleno 2021, com a Internet das Coisas batendo as portas, Internet de banda larga em larga escala e mais acessível aos diversos grupos da sociedade e videoconferências ganhando espaço na educação, saúde, negócios e lazer, tendemos a esquecer a importância do trajeto que a humanidade percorreu para isso e que informação tem valor de acordo com o contexto e a cultura. Hoje quero trazer à lembrança um meio de comunicação que revolucionou o mundo: o rádio.  Esse veículo foi por décadas o mais popular e sobrevive até hoje, demonstrando-se altamente robusto e competitivo. Foi o primeiro meio de comunicação de altas distâncias e velocidade. Foi capaz de reunir famílias, entreter, informar. Apesar dos horrores da guerra, é inegável sua importância militar. Seu desenvolvimento não foi linear e restrito a um único inventor. Por exemplo, Tesla realizou em 1893 um experimento decisivo, mas não teve reconhecimento suficiente para fazer sua descoberta ganhar escala e foi fadado ao esquecimento em vida.

Quadro Do Inventor Nikola Tesla no Elo7 | Quadro Séries (144D93F)

Seu funcionamento se baseia em ondas eletromagnéticas que são transmitidas por antenas e depois “traduzidas” pelos rádios. O empresário italiano Marconi fez fortuna interligando Estados Unidos e Europa via rádio.

Para nós, profissionais da informação, nos interessa especialmente a forma de registro das manifestações culturais e sociais promovidas via rádio, aí entram importantes criações, tal como o gramofone. Seu funcionamento independente de eletricidade é encantador.

 

Gramofone (dicionário) | Mercado Negro Antiguidades

Tal invenção foi responsável por salvar centenas de vidas no trágico naufrágio do Titanic em 1912, o que motivou uma grande regulamentação do rádio em solo estadunidense.

RMS Titanic – Wikipédia, a enciclopédia livre

Em 1920, havia 3 rádios nos Estados Unidos e em 1922 já eram mais de 300. Inicia-se o nascimento de várias grandes redes, como a BBC. O repertório era diverso, desde música, seriados, novelas, notícias. Não surpreende que até hoje é considerado o meio que o norte-americano mais confia. Nos “anos loucos” na terra do Tio Sam, nasceu grandes nomes do jazz e de outros estilos, como Elvis Presley, pois assim chamavam o público para suas apresentações em shows.

 

Por fim, esse veículo de transmissão da informação (rádio) e seus meios físicos para registro e fixação da informação (gramofone) de natureza não textual transmitem a informação em forma de som de forma mecanizada. Aparentemente, nada se cria, tudo se transforma, e temos hoje os “netos” do rádio na nossa lista de podcasts, que hoje contam com outro tipo de tecnologia, mas buscam atender anseios muito antigos em nós enquanto espécie.


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