O Invento de Gutenberg


As fontes de informação se referem a toda produção humana e intelectual, registrada nos mais variados tipos de suportes e formatos. Ao longo da história e com o advento de novas tecnologias, novos formatos foram criados de modo a facilitar o acesso ao conhecimento documentado. Neste contexto, não havia surgido desde o advento da escrita um salto tecnológico tão grande quanto o que foi dado no século XV. Durante muitos anos o monopólio acadêmico provinha dos monastérios e era de lá também que surgiam grande parte das fontes de informação da época. Para atender a uma demanda informacional, foram introduzidos monges copistas, que tinham a função de replicar os livros manualmente, é importante salientar que este era um processo demorado e exaustivo, visto que o mesmo monge deveria iniciar e finalizar o mesmo livro, para que não houvessem diferenças de fonte e por tanto, as reproduções se tornavam ainda mais limitadas. 

A grande revolução que o século XV trouxe junto a renascença foi a prensa de tipos móveis, que possibilitou a produção de livros em massa. Criada por Johannes Gutenberg, a prensa móvel se utilizava de tipos, pequenos blocos metálicos com letras, que ao serem molhados em tinta e pressionados contra o papel, imprimiam o texto. A grande novidade que o método de Gutenberg propôs, foi a criação de uma matriz tipográfica que tornava mais rápida e fácil a reprodução e troca dos tipos, usando um molde com caracteres intercambiáveis, além de utilizar chumbo para fazer os tipos, o que diminuía o uso de tinta e que quando gastos (os tipos) poderiam ser derretidos e remodelados na matriz. Isso possibilitou na época a universalização e padronização da bíblia além de transformar para sempre a oferta de livros, barateando a produção e facilitando o acesso à informação.  


© 2017 - 2026 by NeoCyber.