Ciência de dados, o futuro da Ciência da Informação?
Postagem realizada em: 10/07/2021 às 17:50:09 - Última atualização em: 10/07/2021 às 17:51:10
Autor: Barbara Pina
A aula do dia 24 de maio contou com a apresentação do professor dr Alan Angeluci, coordenador do programa de pós-graduação da USCS.
A palestra de Angeluci retomou alguns pontos que apareceram na aula anterior, quando discutimos as resenhas da atividade externa do dia 10/05 e o tema das literacias digitais foi um dos centrais. Angeluci participou da Escola do Futuro, projeto de pesquisa coordenado pela professora Brasilina Passarelli. Os temas internet das coisas, big data, inteligência artificial, ioT foram abordados por Angeluci de forma a mostrar como tais temas impactaram a área da Ciência da Informação e como os profissionais desta área não mais podem ficar reduzidos, ou ainda, se conformarem a ficar reduzidos, a apenas uma área do conhecimento e devem se preocupar ao longo de sua formação (que na minha opinião deve ser contínua) com ciência de dados e outras tecnologias.
Na discussão entre passado presente e futuro, Angeluci aponta para a necessidade trabalhar com dados digitais, sua apresentação foi coerente o que o curso aborda e trouxe novas informações a relação da ciência da informação e a ciência dos dados. A discussão sobre a experiência de internet murada e como isso influencia no comportamento dos usuários de serviços da internet trouxe reflexões importantes sobre o quão livres somos em relação a esses serviços.
Outro ponto discutido que gostaria de destacar é sobre a “biblioteca inteligente” e o projeto de automação de bibliotecas, algo que parece muito coerente no caminhar do desenvolvimento da ciência da informação e ciência de dados. Principalmente no contexto da Dinamarca. Transformar a biblioteca em um hub de informação parece um passo em direção ao futuro, mas quando pensamos no contexto brasileiro não deixo de pensar que esse pode ser um passo maior que as pernas, ou ainda, mais um fator de exclusão social em relação à informação. Não desconsidero de todo o modelo e acredito que muito do nosso sistema informacional deva se modernizar para acompanhar a tecnologia que inclusive já está disseminada na sociedade. Mas acredito que quando pensamos nesse novo tipo de tecnologia não devemos pensar nele fora da nossa sociedade, mas pensá-lo como uma ferramenta auxiliadora. A questão do acesso à informação está longe de ter sido resolvida na sociedade brasileira (e estamos vendo diariamente o resultado deste ponto) e novas tecnologias devem ser pensadas concomitantemente a estratégias que tentem fazer o acesso à informação algo mais democrático.