Atividade Avaliativa 11 - Camila - matutino - Internet of Things, Big Data, Inteligência Artificial e Ciência de Dados


O panorama atual em relação ao conhecimento científico (acadêmico) está muito relacionado com a questão da tecnologia. Sem dúvidas a implantação de mecanismos digitais e da Internet  possibilitaram que os saberes passassem de algo restrito geograficamente e vagaroso para algo que em poucos segundos é divulgado não importa em qual lugar do mundo em que se esteja é uma transformação que mudou a forma como o homem lida com as informações que este adquire. 

Por causa disso se tem atualmente a denominada Revolução Informacional. É um verdadeiro "bombardeio" de ideias lançadas a cada novo instante. O que ontem era considerado como certo amanhã já pode ser questionado em sua veracidade. Principalmente em termos acadêmicos é importante sempre analisar de onde o pesquisador buscou dada informação (sua fonte) e também se existem outros trabalhos acadêmicos que tratem daquele assunto e que tenham a mesma linha de raciocínio (os chamados pares). 

Este grande volume de quantidade de dados gerados pela sociedade informacional através dos meios tecnológicos recebeu o nome de Big Data. Em outras palavras, tudo que se faz online, seja ver uma notícia, uma publicação nas redes sociais ou então uma pesquisa acadêmica, tudo isto pode ser transformado como uma informação valiosa para determinado fim. O termo faz referência ao tratamento de uma grande quantidade de dados e por meio deste processo se busca retirar um valor que auxiliará na tomada de decisões. 

Para se ter uma dimensão da Big Data, estima-se que no período de 2013 à 2020, houve um aumento na quantidade de dados que passaram de 4  trilhões gigabytes para 44 trilhões de gigabytes. Este número ficou 10 vezes maior em apenas 7 anos. 

Este dados podem ser dividos em duas categorias: os estruturados e os não estruturados. Os primeiros são aqueles organizados através de metadados e que podem ser facilmente recuperáveis tanto por sistemas como por pessoas.  Os outros ao contrário deles, são aqueles que não possuem um modelo pré definido ou não são organizados de uma forma pré determinada. 

Todo indivíduo neste contexto não é apenas um receptor de dados já prontos e padronizados, mas também um produtor e um transmissor deles. Antes os veículos transmissores de mídia é que realizam a função de propagar e criar os dados; hoje com a popularização do acesso às redes sociais e smartphones, o padrão mudou e os dados começaram a ser feitos e passados através dos mais variados tipos de usuários e das mais variadas formas. 

Para se ter uma ideia deste padrão, em 2015 foi feita uma pesquisa onde se constatou que no Brasil neste ano havia mais de 152 milhões de computadores em uso e 154 milhões de smartphones em atuação. Como se pode perceber houve o número de dispositivos móveis superou neste contexto o de dispositivos fixos.  Neste mesmo estudo se chegou à conclusão que a Internet era utilizada neste ano por aproximadamente 48% da população do país. 

Esses números conseguem dar uma dimensão de que a enorme quantidade de dados existentes, também pode dificultar a recuperação da informação. Ter velocidade, veracidade, volume e  variedade quando o assunto é processar dados é algo bem difícil, pois a sua quantidade é muito grande e o seu processar nem sempre acompanha o ritmo. A fim de encurtar esta distância, se desenvolveram ferramentas baseadas em bancos de dados, capazes de armazenar e processar petabytes de dados estruturados e não estruturados. 

 

 


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