Reflexões sobre as responsabilidade éticas do profissional da informação sobre a inclusão e democratização do acesso à informação no ambiente informatizado


Reflexões sobre as responsabilidade éticas do profissional da informação sobre a inclusão e democratização do acesso à informação no ambiente informatizado:

É notória a ideia da importância de pensarmos em garantia de inclusão, acessibilidade e democratização de acesso a informação, seja por meios analógicos, seja digital. Contudo, também é sabido que a informação é vista como moeda, ou seja, tem valor e importância em seu contexto e pelos agentes que dela produzem e se desenvolvem. Logo, as responsabilidades éticas dos profissionais da informação envolveriam questões múltiplas como as orçamentárias (contratação de acesso às informações contidas em conglomerados editoriais, como, por exemplo, as bases de dados); a inexistência de políticas de desenvolvimento de acervos digitais que contemplem o acesso se não gratuito mas facilitado de obras de repertório múltiplo, corroborando com a ideia de evitar a homogeneidade e a supremacia de uma cultura sobre a outra; ademais, por fim, a impossibilidade de se evitar ações dos usuários antiéticas, a partir das informações conseguidas nas unidades de informação (plágio, negação do direito autoral, reprodução indevida etc.). 

Outras preocupações que ocupam o fazer bibliotecário e todas as suas funções satélites numa dada unidade de informação e a forma como os usuários instrumentalizam o conhecimento que têm acesso, diz respeito ao uso indevido e, por vezes criminoso, das informações. Seja por ignorância ou má-fé, os profissionais da informação não possuem meios de garantir a divulgação de informações descontextualizadas por parte da comunidade na qual atua. Aparentemente, apenas a orientação por parte dos bibliotecários aos seus usuários se mostra ineficiente para combater tal noção.

No que diz respeito ao contexto atual da pós-verdade, uma preocupação reside no acesso às informações que contradizem as filosofias pessoais ou de uma dada instituição. A organização e disseminação do conhecimento se dá de forma subjetiva, discriminatória e unilateral comprometendo, dessa maneira, a liberdade de acesso e construção de conhecimento, o que compromete, sobremaneira, a direito do usuário acessar qualquer informação de forma direta e imparcial para, por si só, gerar opinião e produzir novos significados.


© 2017 - 2026 by NeoCyber.