Reflexão sobre a aula do dia 17/05.


Esta aula me colocou em um lugar diferente na percepção do curso. Começo pensando que não é ruim a possibilidade de nos enxergarmos de forma diferente. A biblioteconomia enquanto campo de conhecimento  sempre esteve em avanço. Ora, como não pensar nisso se nossa área é tão diversa e perpassa tantas outras. Sempre entendi a biblioteconomia como  uma força política e interdisciplinar, mesmo me deparando com algumas questões bem técnicas e cristalizadas. Digo isso por que nesta aula, após o Marcelo colocar diversos pontos importantes trazidos pelos colegas em suas resenhas, emergiu uma conversa que vai de encontro com tudo que penso sobre a biblioteconomia.

Teria ela que mudar de nome? Não sei! O que sei é que não estamos mais dentro de espaços físicos recuperando acervo para apenas um determinado grupo de pessoas específicas. Pensando apenas nessas pessoas ao decifrar o enigma mágico de como satisfazer de forma plena as necessidades de quem chega nesses espaços. Estamos completamente ligados nos avanços (não teria como ser diferente), na complexidade dos algoritmos, na diversidade do acesso às redes, e no desafio que é tentar conviver com as novas formas de comunicar, de se relacionar e de viver a tecnologia. A avalanche de informação está aí, somos diariamente instigados a compreender seus desdobramentos e inserir nas nossas rotinas suas demandas. Não estamos, definitivamente, entre quatro paredes, isso é assustadoramente necessário e desafiador.


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