Ciência da informação no cotidiano


Ciência da informação no cotidiano

 

Alan Angeluci apresentou em sua palestra algumas questões importantes sobre a ciência da informação. O excesso de dados pode ser um problema tão grande quanto a falta deles, pois precisam de mediação e organização de profissionais qualificados, tudo começou com o surgimento da computação e de sua relação com a informação, que inseriu computadores no cotidiano da sociedade.

Mas, no seu início havia os jardins murados – walled garden – que restringiam o acesso à internet, tanto pelo alto custo quanto pelo nível dos serviços, era uma experiência controlada. Na atualidade, apesar da disseminação do acesso, existem novos jardins murados e restrições, assim, Alan questiona o que é o serviço de internet hoje. Apontando que há a plataformização desses serviços, bem como a intenção de reter cada vez mais a atenção do usuário em um determinado ambiente desejado, para ele ficar somente em um lugar e depender da experiência proporcionada. Por esse motivo as plataformas estão migrando para o visual e aderindo ao multimídia.

Assim, Alan menciona Shoshana Zuboff, que estuda um novo gênero de capitalismo que monetiza os dados adquiridos por vigilância, haja vista que, apesar dessas informações estarem disponíveis para boa parte da população o seu acesso é enviesado. Esses dados são disponibilizados 24 horas por dia pelos usuários e geram um grande volume que poucos profissionais conseguem lidar. Essa questão também tem relação com a miniaturização dos processadores, bem como os objetos smart e a internet das coisas, que estão no meio da disputa pelo poder dos dados.

Para finalizar, são apontadas algumas oportunidades para o profissional da informação como mudanças nas necessidades de pesquisa, reconhecimento, colaboração, suporte e demanda e branding; enquanto os desafios são relacionados a educação formal dos profissionais da informação, “sobrecarga” e “opressão” de habilidades, liderança e estrutura.


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