Ser humano em uma sociedade computacional
Postagem realizada em: 21/05/2021 às 21:23:00
Autor: Ana Julia Corrêa Batista dos Santos
O surgimento do micro computador pessoal foi o estopim para a entrada do ser humano no mundo digital. O ciberespaço colocou sobre os sujeitos, novas possibilidades de interação, transformando os sujeitos em usuários e algorítmos. Essa explosão informacional permitiu que as sociedades criassem novas maneiras de comercialização, modificando até mesmo a forma em que os indivíduos se veem no mundo. Além disso, a noção de tempo se modificou fazendo com que seja cada vez mais nítida a sensação de o tempo estar passando rápido. A discussão em sala de aula me trouxe diversas reflexões sobre isso, principalmente, abriu mais portas para refletir sobre a complexidade que a cibercultura trouxe ao funcionamento da vida contemporânea. Vemos que há um novo conjunto de literacias, ou seja, competências novas, que interam todas as áreas do conhecimento e, isso é uma emergência, principalmente para mediadores informacionais.
Há um mundo que funciona de maneira muito veloz, humanos cada vez mais hiperconectados e é um fato iversível e não há como negar. Uma reflexão pessoal sobre a discussão é a de que mesmo com esse novo paradigma, os princípios biblioteconômicos podem persistir. Um exemplo, é o UX Design, que trabalha justamente com a pesquisa sobre as necessidades dos usuários, o ser humano é o centro. Obviamente, não se pode negar que o avanço da área está muito conectado com o cenário mercadológico, todavia, isso é reflexo de que a mediação da informação ainda precisa ser humanizada. Um dos princípios do UX, é a empatia, no sentido de que é necessário ser capaz de entender a falta e necessidade do outro e não há inteligência artificial que possa o fazer, apenas o ser humano. Por isso, é preciso estudar sobre essas novas lógicas no sentido de utilizá-las a nosso próprio favor.