Principais Bases de Dados das Ciências da Saúde e das Ciências Duras


Na apresentação “Principais Bases de Dados das Ciências da Saúde e das Ciências Duras (Exatas e da Terra)”, ministrada pela professora e doutora Elisabeth Adriana Duzdiak, foi exposto um parecer geral acerca das bases de dados, com exemplos e desafios atuais.

A comunicação científica evolui constantemente, e atualmente, com as bases de dados, é permitido acessar online centenas de bases com referências de artigos e documentos nacionais e internacionais. Assim, compreender a importância das Bases de Dados é essencial. Nesse contexto, a doutora Elisabeth, aprofunda-se nas características das bases de dados e as distingue, definindo as tipologias de base de dados, como catálogo online, bases bibliográficas e meta buscadores.

Além do site Águia, que trata-se de uma base de dados classificadas em áreas de conhecimento Humanas, Biológicas e Exatas, mas algumas são multidisciplinares. Temos um destaque também ao Portal de Periódicos da Capes. Fundado em 2000, pelo Ministério da Educação (MEC), com o objetivo de fortalecer os programas de pós-graduação no Brasil por intermédio da democratização do acesso online à informação científica. Cujo acesso se dá por uso do VPN, ou da ferramenta CAFe.

Dentro das Bases de dados em Ciências da Saúde, foram apresentadas Embase, Medline (principal), Cochrane Library, BVS, Upto Date, Ageline, Primal Pictures e SciFinder - Chemical Abstracts. E entre as Bases de dados em Ciências Exatas e da Terra, temos ACM Digital Library, CAB Direct, Mathscinet, IOP Science, GeoScienceWorld e JSTOR Science Mathematics. 

A respeito das situações que dificultam o acesso livre a algumas bases de dados, destaque para reflexão acerca de como esses recursos de informação envolvem assinaturas e altos custos. Além disso, existe dificuldade legal de aquisição de conteúdos digitais, devido à complexidade do sistema de assinaturas nas universidades públicas, que levam algumas vezes mais de um ano para finalizar. 

E nesse contexto que a Doutora Elizabeth destaca a seleção de bases pela importância e não pela quantidade de visualizações. Cabe ao bibliotecário que seleciona, se atentar ao que seu usuário precisa.

Ao final foi proposta uma reflexão sobre os Repositórios de Preprints, que de maneira geral, é compreendido como um documento de conteúdo original e de teor científico que não passou pela tradicional revisão por pares (peer review). Assunto que me chamou atenção, considerando a emergência desse tema e as polêmicas que envolvem sua adoção. Algumas vantagens seriam acelerar o compartilhamento de resultados, priorizar descobertas e ideias, facilitar o avanço na carreira e melhorar a cultura de comunicação na comunidade científica. Em contrapartida, as desvantagens são tentativas de plágio, qualidade duvidosa, erros e dificuldade na recuperação dessa informação.

Por fim, reforço um comentário da professora Brasiliana, sobre “a importância do bibliotecário, não apenas para a disseminação do conhecimento de maneira sistêmica, mas também, como promotor de qualidade das produções científicas”.


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