Comentários sobre a palestra da bibliotecária da ECA, Marina Marchini Macambyra


No dia 03.05.2021, houve a palestra da bibliotecária da ECAUSP, Marina Marchini Macambyra, sobre bases de dados relacionadas às áreas de humanidades. Durante sua apresentação também houve a menção de algumas bases (acessos pagos e livres), finalizando com o tutorial de uso em algumas das bases citadas.

Em sintonia com a fala ocorrida no seminário da semana anterior, ocorreram discussões símiles como o tema da curadoria dos profissionais da informação para assinatura das bases dados e os critérios de indexação e organização de periódicos nas fontes de informação por parte das agências editoriais, de acesso pago. Inclusive a explanação sobre um movimento universitário internacional de boicote à editora Elsevier pelos altos preços para os autores publicarem em periódicos indexados pela mesma, bem como o caso das instituições que precisam pagar as assinaturas das revistas, ou seja, uma cobrança dupla e considera abusiva por muitos, foi trazida a tona e era, por mim, completamente ignorada.

Outra reflexão deveras importante foi a dicotomia entre o acesso aberto versus grau de uso. Se pensarmos que temos a opção de consultar B.D. de acesso gratuito /ou pagas, porém no contexto atual de pandemia, encontra-se de forma gratuita), onde, consequentemente, deveria haver uma alta procura pelo público, paradoxalmente, quando analisados as métricas de uso, percebe-se poucas visualizações. Tal discussão nos faz pensar sobre o desconhecimento dos usuários sobre a importância do material disponível em bases de dados (alta confiabilidade, pelo seu caráter científico e vasto) e do trabalho dos próprios profissionais da informação que se engajam em garantir aos leitores, reais e em potenciais, acesso ao melhor material bibliográfico de níveis nacionais e internacionais.


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