3. Apresentação da Marina Macambyra


Hoje, houve apresentação da bibliotecária de referência da ECA, Marina Macambyra. Sua proposta era explanar um pouco acerca de bases de dados para as humanidades. Os muitos anos em que a profissional atende nessa biblioteca de público tão diverso lhe deu uma enorme experiência com o campo em análise, particularmente bases de dados de recursos audiovisuais.

Sua apresentação foi fundamentada sobre as bases disponíveis à comunidade USP. Nesse sentido, começa explicando alguns elementos necessários a esse acesso como o uso de software de VPN. Isso se faz necessário uma vez que o acesso à maioria das bases de dados científicas é pago e instituições públicas como as universidades são aquelas que normalmente detém os recursos financeiros para permitir esse acesso. No entanto, esse acesso normalmente fica restrito à rede interna da universidade. É aí que entra o sistema de VPN, emulando em um dispositivo remoto a presença numa rede interna da instituição e permitindo o acesso a essas bases a indivíduos mesmo fora dos campi.

Ponto de destaque, Marina nos fala sobre a importância do uso de bases de dados científicas em oposição a simples pesquisas em serviços de busca tradicionais. São apontados 3 fatores relevantes:

- Conteúdo: ao entender que o material científico apresentado nessas bases passou por avaliações de pares e critérios de revisão e aprovação editorial, podemos assumir que o conteúdo apresentado possui um maior grau de confiabilidade e rigor;

- Ambiente: considerando o caráter direcionado a pesquisas e de rigor científico e assumindo a existência de bases de áreas especializadas, delimita-se melhor o universo de resultados apresentados;

- Ferramentas: com enfoque em pesquisas de caráter mais especializado, muitos dos portais dessas bases apresentam ferramentas de buscam mais robustas que permitem filtros, análises e outras ferramentas de apoio que podem auxiliar o pesquisador;

Além das bases de periódicos, Marina aponta também para a existência de outros serviços disponíveis à comunidade USP como acesso a plataforma de ebooks e ao Press Reader.

Sobre a natureza e características das bases, diz “Qualquer base de dados é um recorte condicionado pelo ambiente e temos que considerar as implicações”. Ao falar disso, refere-se a temas recorrentes ao se tratar de base de dados: direito à propriedade intelectual, copyright, copyleft, fontes proprietárias, cobranças por depósito, cobranças por acesso, avaliações por métricas etc.

Seguindo com sua apresentação, nos mostra um vasto leque de bases de dados acessíveis da rede USP e um pouco de suas características como a distinção entre aquelas de texto completo e aquelas referenciais, as empresas que estão por trás da gerência etc. Entre as bases, podemos citar a Art Full Text, Business Source Complete, ISTA, MLA, RILM, JSTOR e muitas outras.

Foi falado também acerca do contraponto a essas bases ditas “oficiais” e comerciais. Surgem aqui o Projeto Gutemberg, Redalyc.org, Gallica e até mesmo o controverso Scihub.

De forma geral, a apresentação da profissional deu um panorama amplo e didático do funcionamento concreto de diversas bases com tipologias e características distintas. Conforme a própria palestrante nos colocou, as bases são ferramentas que exigem prática de uso para um bom aproveitamento. Daí a relevância de sua função como bibliotecária de referência dentro da Biblioteca da ECA.


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