Da troca de informações por cartas até as bases de dados online


A aula 2 contou com a palestra de Elisabeth Adriana Dudziak sobre bases de dados de ciências da saúde e ciências “duras”.
Pode-se encontrar os primórdios dos bancos de dados na necessidade de troca de informações na área da saúde desde o século XV, quando a informação era trocada através de cartas e posteriormente começou-se a listar livros médicos a fim de tornar mais fácil a obtenção de informações. A criação de índices bibliográficos a partir de catálogos de bibliotecas no século XIX e XX deram origem ao Index Medicus, Engineering Index, Chemical Abstract, Excerpta Medica. Mas foi só da segunda metade do século XX em diante que as bases de dados propriamente ditas começaram a ser desenvolvidas.

Na década de 1980 havia a disponibilidade de bases de dados em disquetes e CD-ROM, geralmente eram bases de dados internacionais. Na virada do século, o acesso a internet e maior popularização de computadores permitiu o uso quase exclusivo de catálogos digitais e/ou online.

As bases de dados geralmente são coleções de registros bibliográficos, mas também podem conter ferramentas que associam conteúdos a indicadores e métricas, são essas, bases de dados analíticas. Também existem os metabuscadores, que permitem buscas em várias fontes de informação, incluindo catálogos, bases de dados e bibliotecas digitais. As bases de dados também podem ser referenciais ou de texto completo; multidisciplinares ou especializadas; de acesso livre ou mediante assinatura.
É comum que, para garantir o acesso a estudantes, professores e pesquisadores, as universidades assinem determinadas bases de dados e permitam o acesso a esse público presencial e até remotamente, com o uso de ferramentas como o vpn. No caso de universidades grandes como a USP, que possui interesses em diversas áreas do conhecimento e comporta um grande público, a assinatura de bases de dados é algo que precisa ser bem planejado. A universidade deve garantir o acesso a bases de dados específicas e de grande relevância em várias áreas do conhecimento, que consigam suprir a necessidade de informação que garanta a continuidade de pesquisa.


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