Palestra Elisabeth Dudziak
Postagem realizada em: 27/04/2021 às 08:26:50
Autor: Silvana Ribeiro
Na aula do dia 27/04/2021 foi nos apresentado um vídeo da palestra proferida pela manhã por Elisabeth Adriana Dudziak. Durante sua apresentação, Elisabeth nos falou sobre bases de dados nas áreas da saúde e ciências exatas (física, química, matemática).
Um breve relato histórico foi nos mostrado, indicando que a comunicação científica se iniciou por meio de cartas. Em 1665 foram aparecendo jornais e, a partir de 1773 com o espírito liberal de investigação surgem novos livros médicos.
Em 1810 surgiu um Plano para uma Bibliografia Universal, por Martin Schereltinger. A partir daí diversos outros índices e bases de dados surgem.
Já em 1980 com o surgimento dos pcs, as bibliotecas começaram a obter softwares de dados em disquetes e bancos de dados em CD-ROM. As bibliotecas da USP começaram a realizar levantamentos bibliográficos agendados para professores e alunos usando base de dados internacionais adquiridas e dispostas em torres de CD-ROM em 1990.
A biblioteca Eletrônica - ProBE foi inaugurada em 1999, em cooperação da USP com a FAPESP, o acesso a base de dados e artigos internacionais de texto completos foi possível. No ano de 2001 a ProBE se tornou uma das bases para o Portal de Periódicos da CAPES.
Elisabeth também nos fala sobre as diferenças entre catálogos on-lines, base de dados bibliográficos (coleções organizadas), base de dados bibliográficos analíticos e metabuscadores (não são substitutos de base de dados bibliográficas).
Base de Dados na atualidade
Há bases de dados em referenciais e textos completos; conjunto de revistas ou e-books. Podem ser multidisciplinares ou especializadas. Web of Science e Scopus são multidisciplinares baseadas em citações e referências.
Elisabeth ressalta o alto custo em manter uma base de dados e que não há uma relação do custo com a quantidade de acessos pelo público.
Diferentes classificações das áreas de conhecimento
Há diversos tipos de classificação da área de conhecimento com área e subáreas. O bibliotecário, professor, pesquisador deve pensar: qual classificação devo seguir? Tem-se que observar o que há em mãos. As instituições classificam de forma diferente suas áreas.
O CNPq, por exemplo, apresenta nove áreas com 49 subáreas, cada uma com suas especificidades.
As bases de dados e ferramentas assinadas pela USP.
No site Águia há base de dados classificadas em áreas de conhecimento Humanas, Biológicas e Exatas, mas algumas são multidisciplinares. Elisabeth disse que foi uma forma de simplificar, mas nada é universal e imutável, pois são muitas pontes de informação.
Neste sentido, Elisabeth nos informa que muitas bases de dados exigem a conexão remota aos computadores da USP, que pode ser feita via VPN. No portal de periódicos da Capes há também um protocolo de acesso, tendo que estabelecer uma conexão.
No portal da Capes as áreas de conhecimento são semelhantes a do CNPq, há somente pequenas diferenças. Para usar o portal de periódicos da Capes pode-se usar o acesso CAFe, disponível em: https://www-periodicos-capes-gov-br.ezl.periodicos.capes.gov.br/.
Na busca por área de conhecimento é possível observar na área da saúde assuntos correlatos.
Como base de dados para Ciências da Saúde nos foram citadas: Embase, Medline, BVS, UptoDate, SciFinder, entre outras. Às vezes elas são pertinentes às outras áreas de informação também, pois nem sempre são exclusivas da área da saúde.
A EMBASE, por exemplo, apresenta protocolos clínicos e revisões sistemáticas, incluindo mais de 2,3 milhões de resumos de artigos de conferências desde 2009.
Outra base de dados apresentada por Elizabeth foi a Cochrane Library, que reúne e relaciona as bases de dados Pubmed, Medline e Embase, mas há registros derivados de outras fontes publicadas e não publicadas.
Já a UptoDate é uma base de dados muito demandada para a medicina do dia-a-dia. É utilizada como o principal recurso de suporte para evidências médicas, usada mais como ferramenta do que como meio de pesquisa científica.
Elisabeth ressalta a importância da pesquisa via base de dados, nos afirmando que o Google tem uma hierarquia robótica, mesmo os metabuscadores não tem a qualidade de busca da informação.
Base de dados em Ciências Exatas e da Terra
No periódico Capes há muitas áreas e subáreas sobre Ciências Exatas e da Terra. Algumas das bases apresentadas por Elisabeth foram ACM, CAB Direct, etc.
A ACM Digital Library é uma base de dados muito cara que atende a um público específico de ciência da computação. Entretanto, é extremamente importante, pois há desenvolvimentos constantes na área.
Já a CAB Direct é muito importante para a agroindústria, agricultura, engenharia ambiental, medicina veterinária, ciência e tecnologia de alimentos e nutrição.
MathScinet é da área de matemática. Apresenta um índice básico para a literatura acadêmica de Matemática com informações sobre artigos e livros revisados por pares.
IOPScience é uma base que hospeda periódicos de mais de 70 revistas e é uma das mais importantes, como ressaltado por Elisabeth e Brasilina.
No fim de sua apresentação, Elisabeth reafirma a importância do Bibliotecário. Como profissional da informação é preciso estar atento, pois a ciência implica em método, sistematização e transparência na pesquisa, mantendo a integridade, ética, metodologia e evitando o plágio.