Atividade Avaliativa 1 - Camila Matutino - Bases de Dados - conceituação, tipologia, recuperação da informação, caracterização dos processos de recuperação da informação nas principais bases de dados.
Postagem realizada em: 23/04/2021 às 20:29:51 - Última atualização em: 29/05/2021 às 00:24:53
Autor: Camila Fernanda Ribeiro Rocha
Atualmente a informação circula de forma veloz e em uma quantidade tão grande que não se pode medir a sua contabilização. Essa explosão informacional foi causada principalmente pelo advento da Internet. Esta seria uma rede de informações que não possuem limites geográficos (territoriais) ou temporais.
Hoje o conhecimento não é transmitido mais de forma analógica; mas sim através de meios digitais online. O que antes era pesquisado e descoberto, tinha uma vagarosa disseminação por meio de publicações que demoravam para serem acessadas e disponibilizadas.
Todo este processo foi substituído pelo chamado imediatismo. Em um clique pode-se ter acesso à uma explosão gigantesca de dados agrupados por categorias e por nível de relevância para o pesquisador. Algo que sem dúvidas foi um marco que transformou a forma como o mundo interagia até então.
Essa revolução tecnológica e informacional não aconteceu porém instantaneamente. Foi um processo que começou de forma gradual e evoluiu até o que se conhece no momento atual.
No começo do século XX, computadores eram utilizados para comunicação de uso governamental. Eles tinham como objetivo auxiliar as grandes potências mundiais em seus intentos militares e transmitir informações de guerras, principalmente para os Estados Unidos.
Era um equipamento que gastava muito espaço e que necessitava de constantes revisões e manutenções; e ele não era preciso. Aos poucos novos recursos foram adicionados e este maquinário foi mais aprimorado.
Num curto espaço de tempo houve uma expansão da utilização dos computadores. Dos intentos militares os computadores passaram a existir nas universidades e locais de ensino para pesquisas. Depois foram implantados em empresas e instituições para auxiliá-las em suas mais variadas funcionalidades. E por último o computador invadiu a vida pessoal.
Em 1984 nos Estados Unidos houve o lançamento do primeiro computador pessoal do mundo. Ele foi chamado de Macintosh Apple. Um maquinário que revolucionou não só a área científica, mas também as relações humanas.
Esta tecnologia mudou o que se conhecia no mundo até então. Foi ela que possibilitou a democratização da informação e a expansão dos saberes de forma que nunca houve na história da humanidade. Ela provocou a denominada informatização social.
Em outras palavras, as interações sociais mudaram. O que antes era restrito à interação locutor - interlocutor foi substituído por uma democratização do acesso à informação. Tudo isso causou uma horizontalização das relações sociais; ou seja, todos em teoria teriam acesso aos mais variados tipos de saberes.
Houve uma popularização da informatização e de recursos eletrônicos como os editores de texto e planilhas. Estes possibilitaram a informatização de processos e documentos que antes eram feitos manualmente. Tudo foi facilitado pela tecnologia; desde organizar papéis até a comunicação entre as pessoas.
Implantou-se por assim dizer mundialmente a Cibercultura ou Cultura Digital. No Brasil por exemplo na década de 1990 este estilo de vida começou a se implantar neste país como algo que transformou a forma como país se colocava perante o mundo, pois expandiu suas relações comerciais e de comunicação.
Em poucas décadas o compartilhar de informações cresceu de tal forma que no mundo todo pode se dizer que este virou algo único, globalizado. A cultura da convergência se instalou. Não havia mais fronteiras para os saberes. O conhecimento não era algo mais permanente, mas algo constantemente renovado devido a grande quantidade de informações que eram descobertas e trocadas.
Este processo se expandiu ainda mais quando acesso do uso da Internet foi possibilitado através do celular e da tecnológica móvel. Isso facilitou o avanço da comunicação e trouxe um novo padrão de existência da imprensa.
Antes os jornais impressos e publicações tradicionais eram as principais fontes de informações; hoje isto foi substituído pelo domínio online e pela constante atualização de novidades. Um fato que antes era comunicado em um período longo de tempo, sabe-se agora em poucos segundos; quase que em momento real. O que antes demorava para ser pesquisado cientificamente pode ser descoberto em pouco tempo devido à troca informacional.
E a rapidez da produção de informação não chegou somente à comunicação mas também na maneira como a arte é produzida. Músicas e filmes começaram a ter sua divulgação de forma amplificada através da chamadas plataformas de Streaming, ou seja, mecanismos onde se podem acessar instantemente os mais variados tipos de conteúdos.
E não foi somente isso que a Internet mudou. A interação humana e a sociabilização passaram por uma grande mudança. Criaram-se as chamadas redes sociais. Não é mais necessário estar ao vivo para se interagir socialmente, mas com clique pode-se falar com alguém que está a quilômetros de distância seja através de imagens ou vídeos. Não existem limites geográficos para a sociabilização.
Houve por assim um processo chamado de estabelecimento do império das mídias sociais e o protagonismo dos grandes conglomerados de tecnologia.
A tendência futura é que a hiperconectividade por si só não seja algo suficiente para acessar à informação. A necessidade da criação de novos mecanismos de intermediação rápida ao conhecimento devem ser estabelecidos. Um exemplo disso é a chamada Big Data. Esta seria uma análise de informações de forma eficaz e veloz sem que estas estejam armazenadas em um banco de dados. Isso economiza tempo e principalmente filtra as prioridades.
E toda essa conexão tende a ser passada não somente para os saberes para as coisas também. A ciência tecnológica está a progredir de tal forma neste sentido que todo objeto físico deve ser conectado online.
E os objetos não são o único alvo do processo de tecnologização. A chamada inteligência artificial procura potencializar a inteligência humana e a forma como os humanos resolvem problemas através de softwares que teriam um potencial de armazenamento tão bom quanto uma pessoa real.
Todo este futuro parece ser muito promissor em todos os sentidos, mas deve levar em consideração alguns aspectos como por exemplo:
1- Nunca se deve perder de vista que o aspecto humano da vida nunca deixará de ter o seu valor. Interagir uns com os outros é necessário para a evolução emocional do ser humano;
2 - A explosão informacional trouxe com ela a perda da veracidade de muitas informações. A comprovação de um fato tornou-se algo difícil de se fazer diante de tantos dados disponibilizados. Esse é o motivo pelo qual conglomerados de pesquisa confiáveis como o Clarivate Analitcs e o Elsevier tem tanta procura e potencial de mercado;
3 - Em termos artísticos pode-se afirmar que houve uma expansão de músicas e de produção cinematográfica, mas também as novidades são pouco assimiladas.
Em resumo, a Internet revolucionou o mundo. Conectou as pessoas, expandiu o conhecimento, transmitiu os fatos como nunca na história e trouxe à arte uma ampliação. É por assim dizer a transmissão do passado, a vivência do presente e a tendência do futuro.
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