Comentários sobre a Semana de Biblioteconomia: Reflexões de acervos não-convencionais da USP
Postagem realizada em: 19/12/2020 às 15:40:03 - Última atualização em: 19/12/2020 às 15:44:09
Autor: Carolina de Moraes
Na semana de Biblioteconomia tive a incrível oportunidade de assistir a palestra sobre acervos não-convencionais pelas palestrantes Analúcia dos Santos Viviani Recine e Marina Macambyra.
Analúcia abordou o tema a partir de sua experiência e trabalho com o acervo de Têxtil e Moda, na Tecidoteca, ela aborda o histórico da tecidoteca contextualizando seu tipo de acervo, como o tratamento, coleta e seleção de materiais é feito, quais os critérios, sendo o material separados em 4 tipologias: bandeiras de tecelagem, bandeiras de malharia, caálogos e e outros (carretéis, peças de roupas, sacolas, etc.). O material descartado é todo aquele que é danificado e sem identificação, os repasses são feitos se o material está em retalhos grandes onde são encaminhados ao laboratório didático e catálogos duplicados são distribuídos entre os alunos. A identificação é feita através de etiquetas de procedência e de número de tombo.
Ela explica sobre como o acondicionamento é feito, com grande parte do acervo sendo armazenado em araras ou prateleiras de forma horizontal e alguns outros em caixas-arquivo. A conservação é feita a 24ºC.
Analúcia termina a palestra abordando os pontos fortes e os obstáculos a serem solucionados especificamente sobre a Tecidoteca da USP.
Já a Marina Macambyra aborda os acervos audiovisuais na Biblioteca Digital de Produções Artísticas da ECA, ela aborda o projeto da Biblioteca da ECA em colaboração com os Departamentos de Informação e Cultura e Artes Pláticas que acontece desde 2017, mais voltado à materiais de imagem, objetivando reunir e divulgar imagens das obras produzidas pelos artistas ligados à ECA, valorizando a produção artística no contexto acadêmico e democratizando o acesso às obras, assim aumentando a visibilidade dos jovens artistas formados pela Escola de Comuniações e Artes.
Um dos assuntos citados por Marina é o desafio na falta de ferramentas adequadas para o tratamento dessas produções, onde as regras e padrões mais utilizados na área foram desenvolvidos para materiais textuais. Ela contextualiza o acervo da biblioteca digital, sendo de 100 a 150 teses, dissertações e TCC, especialmente de Poéticas Visuais, incluindo trabalhos de arte originais, álbuns de fotografias e reflexões de artistas sobre suas próprias obras com esses trabalhos sendo ilustrados com fotografias. Ela nos apresenta alguns exemplos de trabalhos que fazem parte do acervo.
Para finalizar ela mostra como a base de dados da Biblioeca Digital expondo seu acervo, como funciona a consulta e explicando que o acesso ainda não está liberado para público.