Atividade Avaliativa - Camila Matutino - Resenha - Relatório - Seminário Bibliografias e Controle Bibliográfico


As Bibliografias são importantes recursos informacionais. Elas são parte fundamental de pesquisas, sejam essas em âmbito acadêmico ou então só para conhecimento do pesquisador sobre determinado assunto. São importantes veículos de transmissão dos mais diversos tipos de assuntos e saberes, pois abrangem um amplo campo de atuação. 

Por definição a palavra Bibliografia vem do grego e significa descrição do livro (biblio = livro; grafia = descrever). Pode ser considerada a ciência do livro quanto à sua classificação e descrição; ou seja, possui como objetivo principal a utilização prática, científica ou comercial desta publicação. Em miúdos, ela procura facilitar o trabalho intelectual que o livro pode proporcionar. 

É como um rol de possibilidades onde se descrevem várias referências bibliográficas de informação sobre os mais variados temas; através da Bibliografia se pode escolher qual a referência mais pertinente para a pesquisa que se quer fazer. 

Ela pode ser geral (que inclui todas as obras de referência não importa a localidade geográfica), especializada (quando explora um dado assunto), nacionais (cita as obras de referência de um dado país) ou então regional (que inclui as fontes de referência sobre uma região). 

Pode- se perceber então que a Bibliografia não é um instrumento de estudo ou de leitura, mas é um facilitador do trabalho do pesquisador, seja este em âmbito científico, técnico ou cultural. Ela é uma obra de pesquisa e de consulta. 

Sua natureza pode ser bem diversa. Existem as chamadas bibliografias primárias (ou seja; quando descrição bibliográfica feita a partir do texto base); as secundárias (feitas a partir das anteriores), as analíticas e anotadas (que inclui além da notícia bibliográfica um resumo analítico); as críticas (possui além das referências um resumo analítico que tem caráter crítico), as descritivas (notícia bibliográfica é complementada pelas descrições dos exemplares); as  exaustivas (que abarcam todas as referências bibliográficas de determinado campo do conhecimento); as seletivas (nelas a escolha das referências obedece a critérios específicos como nível, valor, antiguidade e qualidade); as retrospectivas (inclui as obras publicadas até determinada data) e as periódicas ou correntes (que possuem textos assinalados que reportam-se ao curso de um mês, bimestre, trimestre,ano, etc.).

O processo Bibliográfico possui algumas etapas principais. A primeira delas seria o diagnóstico; ou seja, averiguar quais são as necessidades das instituições e dos usuários. Depois é feita uma ampla  pesquisa - onde serão buscados  documentos de acordo com um plano pré estabelecido; isso vai exigir uma técnica para que este processo seja concluído. Após isto terminado, é realizada a transcrição da referência bibliográfica utilizada,  sua descrição (seu resumo) e seu arranjo (este pode ser de várias formas - alfabético, geográfico, cronológico e sistemático). Por último é feito o prognóstico das formas de divulgação e atendimento à demanda. 

Todo este processo descrito acima não pode ser feito sem uma normalização. Por isso foram estabelecidas condutas que devem ser seguidas quando se estruturam as Bibliografias. Isso facilita o pesquisador encontrar com mais rapidez e eficiência o que ele necessita.

No decorrer da história a forma de se catalogar os mais variados tipos de documentos e compilá-los em Bibliografias se diversificou; porém duas normas principais merecem destaque neste processo que são o Controle Bibliográfico Universal e o Código de Catalogação Anglo Americano. Até hoje seus conceitos podem ser aplicados nas bibliotecas e em bases de dados.

Essas normas fazem parte de um conjunto de práticas chamado Controle Bibliográfico. Este pode ser definido como um sistema para registrar e descrever documentos em um catálogo ou banco de dados com o objetivo de facilitar o acesso à este material. 

Além destas normas citadas acima, há no Controle Bibliográfico certos mecanismos que são fundamentais para que o conhecimento chegue à um pesquisador com efetividade e qualidade.

O primeiro deles é o chamado Depósito Legal; ou seja, é a exigência feita por lei de se efetuar a entrega para um órgão público de um ou mais exemplares de toda publicação feita em um país. Neste local estará reunido toda a riqueza cultural de uma nação. No caso do Brasil esta entidade seria a Biblioteca Nacional. 

 O segundo mecanismo seria a padronização da descrição bibliográfica e também da identificação numérica de documentos. O  ISBD (International Standard Bibliographic Description - Padrão Internacional de Descrição Bibliográfica) e o ISBN (International Standard Book Number - Número Internacional Padronizado para Livros) são exemplos de formas que foram consideradas como base para aplicação do Controle Bibliográfico. 

Ainda podem ser citados como exemplos de Controle Bibliográfico a Catalogação na Fonte e também a Disponibilidade de Publicações. A primeira seria um pré catalogação feita antes de um livro ser publicado para facilitar o seu acesso e a segunda seria regular a quantidade de publicações feitas em uma localidade. 

Todos estes mecanismos foram fundamentais para se estruturar o conhecimento que se pode ter acesso atualmente e também determinaram a configuração das bibliotecas como se concebe hoje. 

Apesar da informática e da tecnologia terem transformado a maneira como a Catalogação é vista pelo mundo atual, percebe-se que o Controle Bibliográfico e a Bibliografias não perderam a sua relevância. Eles foram e ainda são a base de muitos conceitos que foram aprimorados ou então ressignificados com o passar do tempo. 

O presente é um fruto de coisas anteriores. Não pode se deixar de vista esta perspectiva, pois os resultados não acontecem sem processos que o antecedem e isso não mudará com o passar do tempo.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, L. da S. Controle bibliográfico  e a organização da informação: as contribuições da Biblioteconomia. R. Bibliomar, São Luís, v. 16, n. 1, p. 65-75, jan./jun. 2017. 

CAMPELLO, B. S. ; MAGALHÃES, M. H. de A. Introdução ao controle bibliográfico. Brasília, DF: Briquet de Lemos/Livros, 2006.

GRINGS, L.; PACHECO, S. A Biblioteca Nacional e o Controle Bibliográfico Nacional: situação atual e perspectivas futuras. InCID: Revista de Ciência da Informação Documentação, v. 1, n. 2, p. 77-88, 29 nov. 2010. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/incid/article/view/42321/4599. Acesso em: nov/2020.

PLACER, X. A bibliografia e sua técnica. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura, Serviço de documentação, Departamento de Imprensa Nacional, 1955. 

 

 


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