Resenha de 3 trabalhos anteriores sobre Literatura Cinzenta


Os trabalhos escolhidos para esta resenha foram os escritos em 2016 por Felipe Bertoni Ferreira, Hadassa De Zen Itepan e Lígia Mosolino de Carvalho. Em 2018, escrito por Gabriela Brancaglion Alfonso, Helio Ohmaye e Jéssica Mendes Dornelas e por fim, o trabalho de 2019, escrito por Alex Lourenço e Luma Almeida.

 

Seminário de 2016

O seminário temático de 2016 tem como referências as obras “Fontes de informação para pesquisadores e profissionais”, “A Glette, o Palacete e a Universidade de São Paulo” e “Literatura cinzenta ou não convencional: um desafio a ser enfrentado”. O trabalho inicia com a definição de Literatura Cinzenta a partir do inglês Grey Literature (não convencional e comercial) e sua extrema oposição com a Literatura Branca, tais informações foram baseadas em “Gomes, Mendonça e de Souza, 2003”. A partir da visão dos mesmos autores, os três slide seguintes contam a história do termo, que foi criado na Inglaterra em um seminário na cidade de York em 1978. Em seguida o grupo delimita o que caracteriza um documento que faz parte desse tipo de literatura e a exemplifica com “Anais de Congressos, Monografias, Dissertações, Teses, Relatórios técnicos, Traduções avulsas e Publicações Governamentais 

Para observar na prática essa área, o grupo realizou uma pesquisa sobre a Literatura Cinzenta presente na Biblioteca Dante Moreira Leite do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP) e baseado em “SABADINI, ADES, 2014” contou um pouco da história do dispositivo. Após isso, são detalhadamente explicados e  exemplificados, todos os tipos documentais encontrados no local, são eles: Relatórios técnicos, Anais de Congressos, Dissertações, Teses de Doutorado e Teses de Livre-Docência.

Foram analisados dois documentos de cada tipo sobre seus Aspectos Intrínsecos (Identificação, Propósito, Público, Objetivo/Motivação, Alcance / Cobertura, Assuntos, Áreas geográficas, Idiomas incluídos, Editoras/ Autoridade e Arranjo) e os Aspectos Extrínsecos (Características como  Nº. Páginas, Dimensão, Tipo de impressão, Tipo de encadernação além de observações visuais sobre o documento como por exemplo falta de normalização). 

As conclusões gerais do grupo afirmaram a falta de tratamento adequado com materiais antigos, tanto fisicamente quanto às suas necessidades relacionadas a documentação.

 

Seminário de 2018

O trabalho tem como referências as obras: “Literaturas branca e cinzenta: uma revisão conceitual”, “A Importância da literatura Cinzenta disponível na internet para áreas de ciências contábeis e administração nas empresas”, “Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia”, “Fontes de Informação para Pesquisadores e Profissionais”, “A Terminology Based Re-definition of Grey Literature”, “Literatura cinzenta ou não convencional: um desafio a ser enfrentado”, “ Literatura cinzenta versus literatura branca: transição dos autores das comunicações dos eventos para produtores de artigos”, “Literatura Cinzenta”, “CONFERENCE ON GREY LITERATURE AND REPOSITORIES, 2016”, “Open archives: caminho alternativo para a comunicação científica” e ““What is Grey Literature?””.

Também é iniciado com a definição e história de Literatura Cinzenta e conta com citações explicativas de “Campello; Vendón e Kremer, 2000”, “Marzi, Pardelli e Sass, 2011” e “Cunha e Cavalcanti, 2008”, além de uma tabela explicativa da associação de que material tem com cada cor. Em seguida são apresentados os tipos documentais dessa literatura, um portal internacional de 2018 dedicado a área e os tons de cinza relacionados com cada documento (por exemplo, relatório oficiais e materiais de reuniões, ambos voltados à difusão externa, são considerados pertencentes ao cinza-claro, teses e relatórios internos sem objetivo de difusão são cinza-médio e cinza-escuro são aqueles que podem ser perdidos ou nem mesmo registrados, como materiais de trabalho). 

Após alguns exemplos, o seminário finaliza com mais explicações e delimitações sobre a área, como sua fontes de informação.

 

Seminário de 2019

Com referências de “Literaturas branca e cinzenta: uma revisão conceitual”, “Dicionário de biblioteconomia e arquivologia” e “Literatura cinzenta ou não convencional: um desafio a ser enfrentado”, este último seminário começa com a história da Biblioteca Celso de Rui Beisiegel da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP), local utilizado para a procura de documentos a serem analisados como exemplo para o trabalho. Em seguida parte para a conceituação da área baseada nas citações de “Cunha e Cavalcanti, 2008”, “Botelho, Oliveira, 2015” e “Poblácion, 1992” acerca da definição, história, características e exemplos da área, além de exemplificar sinônimos conhecidos para a mesma, como, Literatura invisível ou efêmera.

Foram analisadas 5 teses e 5 relatórios de pesquisa com destaque para seus Títulos, Indicações de responsabilidade, Imprentas, Descrições e Assuntos.


 


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