Suportes informacionais e seus usos por deficientes visuais


Como todo objeto que teve sua evolução associada ao progresso das tecnologias, os recursos informacionais percorreram uma trajetória similar. Foram diversos os suportes utlizados pela humanidade como instrumentos de registro informacional e formas de comunicação, conforme exposto em aula. Serviram de suportes objetos vários, como rochas, tábuas de argila, pergaminhos, papéis e, posterior à Segunda Guerra Mundial, mais efetivamente, os computadores e tudo o que deles derivam. Além de contribuir para o armazenamento das informações e a sua circulação, as tecnologias empregadas a partir do fim da Grande Guerra, promoveram a inserção de parte da sociedade até então pouco assistida. Este é o caso das pessoas portadoras de deficiência visual que, de acordo com o artigo A evolução dos suportes de informação e sua acessibilidade pelos deficientes visuais, a partir da criação do sistema em código Braille, por Louis Braille, em 1837, conquistaram maior independência e consequente desenvolvimento pessoal e profissional, embora de maneira não igualitária. Semelhante ao percurso dos demais recursos informacionais, o alfabeto Braille  teve em seu pregresso, diversas tentativas de criação de um meio que servisse de suporte à representação simbólica dos códigos alfabéticos. "Tábuas enceradas", "placas de argila", fundição em metais, deixando as letras sobressalentes, e até mesmo cordas, foram empregas num esforço de se chegar a um modelo ideal e acessível de acesso à informação. Na esteira da grande evolução tecnológica, sobretudo a partir dos anos 1980, não apenas as máquinas, mas também os programas criados para atender às necessecidades da pessoa cega, elevaram e estenderam a capacidade de comunicação de parte desta comunidade. Atualmente, muitos livros são impressos em Braille, sintetizadores de vozes traduzem o texto escrito para o discurso sonoro e aplicativos para dispositvos móveis facilitam a mobildade de diversos deficientes visuais, principalmente nas grandes cidades. Mesmo não incluindo a todos, como já mencionado,  por conta da indisponibilidade de acesso à internet a muitos, todos esses suportes e recursos informacionais, corroboram as transformações já ocorridas e que ainda estão em curso, em relação às diversas formas de comunicação e registro da informação pela humanidade. 

Texto-base utilizado:

ALVES, Isabela Correa Ribeiro et al. A evolução dos suportes de informação e sua acessibilidade pelos deficientes visuais. In: Anais do Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação-FEBAB. 2013. p. 1500-1515.

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