Análise do seminário 5: Bases de Dados de Grandes Grupos Editoriais
Postagem realizada em: 17/07/2020 às 21:01:29 - Última atualização em: 17/07/2020 às 21:02:07
Autor: Pollyana marin
O seminário 5 feito pelas alunas Sophia Amaral e Mirella del Mazza começa a apresentação com uma definição de Cunha (2008) sobre base de dados. A partir dessa definição o grupo faz alguns apontamentos sobre os grandes grupos editoriais e a produção científica, como o fato de que o modelo de produção científica global é caracterizado pela hierarquização de periódicos científicos, que são classificados de acordo com o fator de impacto. Nesta hierarquia, dominam as revistas pertencentes aos grandes grupos editoriais, que cobram alto custo para publicação e acesso de artigos e as Universidades financiam as pesquisas por meio de assinaturas de bases de dados destes grandes grupos.
Outro fator levantado pelo grupo é o Oligopólio das grandes editoras que , desde 1970, controlam mais da metade da das publicaçoes científicas e mundiais em apenas 6 empresas. São elas: concentrado em apenas 6 empresas: Elsevier, ACS, Springer, Wiley, Taylor & Francis e Sage. As áreas mais “controladas” são química, psicologia e ciência sociais. Dessa maneira, os grupos acadêmicos acabam perdendo autonomia de pesquisa, ficando cada vez mais submetidos aos interesses e objetivos comerciais destas editoras. Os grupos editoriais apresentados foram o da American Chemical Society (ACS Publications); Elsevier (Scopus, Menfeley, SSRN e Science Direct); SAGE Publishing (Sage Journals), Springer (Springer Link); Taylor & Francis Group (Taylor & Francis Online); Thomson Reuters (Web of Science); Wiley Blackwell (Wiley Online Library). Para cada uma dessas casas publicadores o grupo apresentou um breve histórico bem como a interface das bases de dados destacando a cobertura temática, o perfil, a origem, os materiais disponíveis, o tipo de busca, o público alvo e o acesso das publicações.
Em seguida foi apresentada importante discussão sobre a crise dos periódicos deflagrada pela impossibilidade de universidades manterem as assinaturas dessas grandes editoras o que levou a um grande debate sobre o acesso aberto. O acesso aberto é baseado na premissa de que acesso aberto é baseado na premissa de que o conhecimento científico é um bem publico. O grupo apresenta uma cronologia sobre o movimento em prol do acesso aberto e destaca como essa discussão de dá em território nacional. Na parte final da apresentação há ainda uma consideração final feita pelo grupo destacando a importância do movimento pelo acesso aberto e uma mudança, ainda que em pequena escala, de postura das editoras. Seminário foi bastante completo e levantou questões importantes para a discussão do papel atual dos grandes grupos editoriais.