Seminário 6 - Recursos de Busca da Internet: Google e seu Universo
Postagem realizada em: 14/06/2020 às 21:35:56
Autor: Sophia Amaral
Antes de falar do "Google e seu Universo" (titúlo que dá nome ao seminário 6), o grupo de Luma Almeida, Larissa Vieira e Rodrigo Akio, retomam o panorama histórico de desenvolvimento da tecnologia, para então entender a chegada da famosa ferramenta de busca. Os autores afirmam que "a tecnologia como a conhecemos surge a partir de três eixos de inovação: a computação, a microeletrônica e as telecomunicações", traçando uma linha do tempo a partir de 1946, com a criaçao do primeiro computador, é apresentado o desenvolvimento desses três eixos, e como caminharam juntos para a criação de uma internet como conhecemos hoje.
Do ponto inicial traçado, lá em 1946 até os dias atuais, muitas coisas aconteceram, mas nessa linha do tempo, podemos destacar dentre os muitos acontecimentos, os seguintes marcos:
- A criação da World Wide Web, em 1991. O primeiro navegador, produzido por Tim Berners-Lee
- A guerra dos navegadores, de 1995 a 1999, em que Netscape e a Microsoft travaram uma disputa sobre a predominancia de seus navegadores entre os usuários. a disputa acabou com o lançamento do Internet Explorer 4.0, e aos poucos a Netscape foi perdendo terreno no mercado de navegadores mundial
- A criação do Google Chrome, em 2008.
A história dos buscadores, aparece na linha do tempo a apartir do ano de 1990, com o Archie Query Form, desenvolvido por Alan Emtage e Bill Heelan, antes mesmo da WorldWideWeb de Tim. Alguns buscadores depois, em 1997 é lançada a primeira versão do Google, criado por dois estudantes de Stanford que trazem uma nova proposta de indexação e relevância para os resultados, além do uso de propagandas mais limpas e direcionadas aos interesses do usuário.
Larry Page e Sergey Brin, um cientista da computação e um matemático, são os responsáveis pela criação do Google. Seu obejtivo (alcançado!) era o desenvolvimento de um mecanismo de busca que seria vinculado a World Wide Web. Esse mecanismo tinha por objetivo organizar a informação disponível na rede e disponibilizála com base em sua relevância, princípio que segue o mesmo da Science Citation Index. Esse mecanismo é um algoritmo que foi nomeado de PageRank.
Para colocar em prática o PageRank, eles desenvolvem o buscador BackRub, a primeira versão do que viria a ser chamado de Google no futuro. Esse, no entanto, estava vinculado à rede de Stanford, e conforme os acessos foram aumentando, viu-se a necessidade de expandir o projeto.A dupla tentou vender o algoritmo para empresas ja estabelecidas na área de buscadores, mas não obtiveram sucesso e decidiram então começar a empresa sozinhos, buscando financiadores. Google enquanto empresa, é oficialmente fundada em 1998 e com rápida expansão, em 2003 inaugura sua sede na Califórnia, o famoso GooglePlex.
Uma vez estabelecida, a empresa passou a desenvolver serviços muito além dos recursos de busca, oferecendo produtos de armazenamento (drive), email (gmail), comunicação (meets e hangouts), entretenimento, saúde, entre tantas outras. A empresa cresceu exponencialmente frente a seus concorrentes o que incita uma outra discussão: a iniciativa de Larry e Sergey construiu um monopólio em pouco mais de 20 anos de existência no mercado da tecnologia? De acordo com os autores do seminário, a resposta é não; eles afirmam que a história das empresas de tecnologia de informação e comunicação é composta de vários exemplos de monopólios e exemplos disso são empresas como AT&T, IBM e Microsoft. Porém, tecnicamente o Google não é uma empresa monopolista, pois, quando vista pelo aspecto tradicionalista das concepções clássicas, ele não se encaixa nas condições necessárias que configuram um monopólio: o Google não vende e nem comercializa nenhum dos seus produtos, todos são disponibilizados gratuitamente na internet, sua fonte de renda principal vem da publicidade; e, o Google, dentro do seu círculo de atuação, não é a única empresa no mercado, por exemplo, o Google buscador tem o Bing como concorrente, o Google Maps tem o Mapas da Apple, o Android tem o IOS da Apple, e o Youtube tem o Dailymotion. Porém, apesar do Google não sem encaixar no modelo tradicional de um monopólio, ele ainda assim personifica, dentro do mercado de tecnologia, a figura de um competidor dominante, que trabalha deliberadamente para barrar o crescimento de eventuais concorrentes. Isso fica constatado quando vemos a iniciativa do Google de comprar empresas recém-criadas, apenas com o intuído de impedir eventuais inovações que elas possam desenvolver, e assim, acaba por neutralizar potenciais adversários futuros.
Para finalizar, o grupo ainda coloca luz em uma reflexão que remete os primórdios da biblioteconomia, fazendo referências à filosofia de Paul Otlet, afirmam que o Google seria o Mundaneum do século XXI!
"Mas, por trás da cortina, o Google estava empreendendo uma das estratégias mais ambiciosas da história empresarial: organizar todas as informações do mundo. Mais especificamente, coletar todas as informações produtivas existentes atualmente na internet ou que poderiam ser levadas à internet. E, com um foco implacável, foi exatamente o que a empresa fez.” (pág. 156-157) GALLOWAY, 2019