CONECTIVIDADE CONTÍNUA E ACESSO MÓVEL À INFORMAÇÃO DIGITAL (de Brasilina Passarelli e Alan Angeluci)


Resenha: CONECTIVIDADE CONTÍNUA E ACESSO

MÓVEL À INFORMAÇÃO DIGITAL (de Brasilina Passarelli e Alan Angeluci)

 

O artigo redigido por Brasilina Passarelli e Alan Angeluci tem o objetivo de apresentar os resultados de uma pesquisa feita com jovens da região metropolitana de São Paulo cujo principal objetivo foi o de mapear os novos hábitos e comportamento de jovens frente aos novos ecossistemas de relações e interações humanas e de interfaces inteligentes possibilitadas pelas redes e plataformas digitais com no contexto de revolução digital que atravessa toda sociedade (PASSARELLI e ANGELUCI, 2018, p.197). 

 

Expressão dos novos hábitos do uso dos recursos digitais entre os jovens, é a hegemonia do uso de aparelhos de celular e aplicativos próprios para aparelhos móveis para o acesso à internet e suas plataformas digitais. Seja para se divertir, entreter, se relacionar com outras pessoas, ou para estudar ou trabalhar, o uso de aparelho celulares para acesso à plataformas digitais predomina entre os jovens, o que trás um fator de grande mobilidade nessa interação. E essa mobilidade associada ao uso das mídias digitais está relacionada à fatores de gratificação, referentes às questões de “(1) afeição e sociabilidade; 2) entretenimento; 3) instrumentalização; 4) afirmação psicológica; 5) moda/status; 6) mobilidade”, entre outros (PASSARELLI e ANGELUCI, 2018, p.198).  

 

Estudos sobre o deslocamento entre o segmento de jovens das mídias digitais tradicionais  - desktop - para as móveis, apontam para resultados interessante no que diz respeito diferentes condicionantes sociais: classe, geração, renda e gênero.

 

O estudo em questão,  de caráter quantitativo, que teve como principal objetivo discutir como  a  recente  migração  de  uso  de  mídias baseadas  em  ambiente

desktop para mídias móveis entre jovens da região metropolitana de São Paulo, chegou a resultados importantes para os cientistas da informação e mediadores culturais que se preocupam em conhecer as demandas informacionais de seu tempo.

O estudo qualitativo levou em conta diversos fatores que poderiam estar associados

ao deslocamento para as mídias móveis,  como a  posse, as ferramentas, a  preferência, a frequência e as diferenças por estratos sociais no uso e apropriação de conteúdos digitais informativos, educacionais,  recreativos  e  relacionais  entre jovens  brasileiros. No que diz respeito ao  público  alvo  pesquisado, a pesquisa se focou em jovens em idade escolar, cursando ensino fundamental  e  médio  em  unidades  privadas e  públicas, residentes  em  São  Caetano  do  Sul, região densamente  urbanizada  com  alto  índice  de penetração  dos  dois  tipos  de plataformas observadas na pesquisa.

No que diz respeito aos resultados da pesquisa, podemos observar a predominância da posse de notebooks e smartphones entre os jovens. No que diz respeito aos aplicados, Whatsapp ficou em primeiro lugar, enquanto o FaceBook em segundo. 

Desta forma, o estudo conclui que “com   relação   às   preferências,   os dados  indicam  uma  forte  predominância das  plataformas  móveis  em  detrimento  dos

PCs  em  variados  contextos  sociais,  como

relacionamento,   diversão,   informação   e

educação” (PASSARELLI e ANGELUCI, 2018, p. 207). 

 

Referência Bibliográfica:
 

PASSARELLI, B. ANGELUCI, A. Conectividade contínua e acesso móvel à informação digital: jovens brasileiros em perspectiva. Informação e Sociedade (Online), v. 28, n.2, 2018. (https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/38087/20855, consultado em 05 de junho de 2020).


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