Internet das Coisas (IoT) , Inteligência Artificial (I.A), Big Data e Segurança de Dados


 

Internet das Coisas (IoT)

  A internet pode ser dividida em três fases: a world wide web (www), com páginas fixas, a web 2.0 que traz as redes sociais, como facebook e instagram e a web 3.0 que propõe uma rede de sistemas interligados, e é aí que a Internet das Coisas se encaixa. 

Entendemos como IoT uma nova possibilidade de conectividade, onde a relação com a internet supera a interface do computador e se transporta para objetos inteligentes. Estes objetos atuam em um sistema integrado onde, através de uma captação de dados complexa, estabelecem relações programadas com nossas atividades cotidianas, e nesse sentido, a IoT também se relaciona com os Big Datas, uma vez que desencadeia a necessidade de grandes volumes de dados interligados.

 Até o momento atual, a centralidade da internet se concentra na publicação e recuperação de dados, esse foco é denominado nas comunicações de data-centric networks. Com a Internet das Coisas, vemos um grande rompimento com essa lógica, uma vez que temos um sistema de objetos, por exemplo, fazendo uso da internet para a organização de rotinas de saúde de uma pessoa. 

  Muito black mirror? A IoT já uma realidade para muitas pessoas,  e o que vemos hoje no mercado é uma verdadeira corrida para definir qual empresa dominará os serviços, podemos destacar como exemplo, a disseminação do uso de assistentes de voz como Google Home. A Google é uma empresa que tem se colocado à frente no mercado da Internet das Coisas, oferecendo cada vez mais produtos para a automação inteligente residencial. Uma das estratégias da empresa, além do investimento na produção, é o oferecimento dos produtos por preços acessíveis; em 2017, a Google estimava que tivesse pelo menos 8 milhões de pessoas nos Estados Unidos com um produto Google Home, em 2018, um Google Home era vendido a cada segundo. 

 

Inteligência Artificial (I.A)

 

  A inteligência Artificial é um ramo extremamente técnico e especializado da ciência informática, que hoje se tornou fundamental para o desenvolvimento das tecnologias. A I.A se constitui na programação de computadores, para que estes tenham a habilidade de simular a capacidade humana para determinadas tarefas como planejamento, percepção, raciocínio e aprendizagem, que se expande de acordo com a quantidade de dados fornecidos. 

   O trabalho das máquinas inteligentes é facilmente encontrado no nosso cotidiano, quando por exemplo abrimos uma rede social e vemos uma seleção de notícias e propagandas alinhados com nossos interesses pessoais. 

    Com a introdução da I.A nos mais diversos setores da vida cotidiana, esta também se tornou tema de discussão entre cientistas das áreas humanas. Filósofos passam a se preocupar com a criação de computadores ultra racionais, com capacidade de desenvolver mecanismos autônomos de aprendizagem. 

Hoje, as máquinas apenas reproduzem a partir de informações previamente fornecidas pelo homem, mas já temos produções da área artística como pintura e música produzidas pela I.A. Que questões éticas entram em cheque quando um mecanismo artificial passa a produzir com autonomia produtos culturais, que em essência definem a humanidade? 

 

BIG DATA

Big data: o que é e qual a sua importância | Take.Blog

  O BIG DATA é caracterizado pela combinação dos três V’s: Volume, Velocidade e Variedade; trata-se de uma estrutura que organiza os dados em um banco relacional com processamento muito rápido, por vezes em tempo real, de uma enorme quantidade de dados, tanto em volume como variedade. Quanto mais dados e quanto mais tipos de dados se obtiver, mais completas ficam as estruturas. 

  O grande insumo do século XXI é a informação, cada ação do nosso dia a dia gera uma pegada de milhares de dados sobre nós mesmos, estes se tornam preciosos devido às novas estratégias das empresas que buscam nos atingir com abordagens cada vez mais personalizadas. O BIG DATA é uma ferramenta que une TI, Estatística e Ciência Social. Essas ciências combinadas em uma estrutura automatizada, possibilitam o uso de dados em massa para objetivos de propaganda, planejamento de mercado e aprimoramento de segurança e infraestrutura. Mas o BIG DATA não se limita mais apenas às questões do mercado, uma vez que vivemos em uma sociedade midiatizada, os dados se tornam parte indissociável da cultura. Os números e padrões que são usados para interpretar nossos comportamentos carregam aspectos da cultura humana, objeto qual o papel de interpretação antes cabia apenas aos cientistas das humanidades. 

 

Segurança de Dados

  O grande desafio em uma sociedade com tamanho fluxo de informação e desenvolvimento tecnológico, tem sido a segurança de dados, muitas vezes, apenas a consciência da quantidade de informações que nos é extraída em um simples clique já é um privilégio. Os termos não são claros e alguns sites sequer os coloca para quem o acessa. 

 Após as polêmicas do Brexit e eleições presidenciais dos Estados Unidos, alguns países passaram a incluir a questão da segurança de dados em suas legislações, mas ainda sim é uma área muito instável e insegura, visto que a tecnologia está em constante expansão e é difícil acompanhar seus movimentos. Um exemplo disso são os problemas de privacidade recentemente apontados na plataforma Zoom, amplamente adotada neste período de isolamento social devida à covid-19. Mas os furos de privacidade do Zoom não estão relacionados com os mesmos problemas que envolveram o facebook, mas sim com a consistência do sistema, que é facilmente suscetível ao roubo não apenas de dados como acesso a webcams e microfones.  


 


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