BASES DE DADOS DE GRANDES GRUPOS EDITORIAIS
Postagem realizada em: 20/05/2019 às 21:42:48
Autor: Norberto Plácido
"Publicar ou morrer" é um lema conhecido (e temido) na comunidade internacional. Com a estagnação gerada pelo conjunto de periódicos cientifícos de reconhecida circulação (medidas pelo famigerado "fator de impacto") é grande o descontentamento de cientistas e pesquisadores das grandes áreas, devido às cobranças por sua participação nesses rankings. Em um ponto desse complicado desequilibrio de forças, seis imensos conglomerados são responsáveis pelo contingente da informação científica de ponta, partes essesnciais da tão querida "inovação". Informação como recurso estratégico, cara e sem a menor possibilidade de chegar ao acesso comum antes que seja considerada ultrapassada e inapropriada. Esse é o quadro geral da cultura de informação científica no mundo. Mas nem tudo são problemas.
Em 2012, um grupo de pesquisadores e matématicos da Universidade de Cambridge se uniu, em protesto contra as políticas adotadas pelo grupo Elsevier, um dos Big Six da publicação científica no mundo. Reclamando da alta concentração econômica, os preços abusivos das assinaturas de periódicos e do proteccionismo dos direitos econômicos sobre os direitos dos autores, essas pessoas resolveram não publicar seus trabalhos pela editora, gerando uma onda de novos protestos e a criação de um grupo que se dispôs, na medida do possível, tornar a informação científica de qualidade disponível ao público em geral - sem custos.

Se existe alguma dúvida que essa verdadeira "Primaveira Acadêmica" deu real resultado ou não, basta lembrar que todos os grandes portais de informação científica, hoje, possuem áreas de open acess em seus respectivos portais - sem qualquer cobrança ao usuário...