Seminário em Grupo 7: Plataformas Abertas - Barlow e a utopia da transformação social pela internet


Cyber-ativista desde a gênese da internet como hoje a conhecemos, John Perry Barlow (1947 - 2018), que sempre se colocou contra tentativas de vigilância e censura na rede, foi uma importante personagem na defesa de duas ideias que hoje parecem ter sumido de cena: a importância dos direitos civis na web e a possibilidade dela ser um instrumento de mobilização cidadã contra as formas tradicionais de opressão social.

Entre outras coisas, Barlow se preocupava com as investidas frustradas de autoridades policiais americanas, que pareciam não entender muito bem do que se tratavam as novas tramas de comunicação digital em rede. No início da década de 90, ocorreram casos de agentes do FBI invadindo casas de cidadãos estadunidenses no meio da noite pela mera suspeita de que essas pessoas fossem “hackers”, confiscando microcomputadores em busca de um tipo de crime que nem sabiam como definir ao certo.

Ao considerar a atuação contemporânea de empresas como  Google, Apple e Facebook, que hoje têm um acesso e controle sobre informações pessoais inimagináveis, Barlow passou a enxergar a internet como “a maior ferramenta de vigilância já desenhada”. Dessa forma, uma nova safra de magnatas da mídia estaria trazendo um forte ambiente de competitividade e lucros para o mundo digital. Um exemplo disso seriam as centrais de apps para smartphones, que mantêm usuários dentro de uma única plataforma, sinalizando que a World Wide Web pensada por Barlow, como um ambiente democrático, havia falhado...


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