Internet das coisas e big data


Enquanto não há dúvidas sobre a eficiência que a Internet das Coisas pode trazer, o aumento de sua popularidade (apesar de não ser tão grande quanto diziam estimativas anteriores) apresenta uma oportunidade para refletir sobre os problemas que cercam essa tecnologia.

De modo geral, eles estão conectados com o problema maior envolvendo a internet hoje: um grupo pequeno de grandes empresas detém a maior parcela do mercado -- o que, na rede, também significa deter seus dados. Há projetos de uma Internet das Coisas open source, que ainda apresenta a vantagem de um grau de padronização e interoperabilidade maior e, ao menos a priori, não depende totalmente das corporações citadas.

Mas as críticas ao modelo vão além: Adam Grenfield, autor com experiência prática em tecnologias digitais da informação e arquitetura da informação, aponta para como essas comodidades não vêm de processos neutros, e como alguns exemplos populares parecem querer eliminar o processo intelectual entre o aparecimento e a solução de um problema, apresentando soluções como imediatas e únicas. Concordando ou não com seu argumento, o conselho de enxergar a Internet das Coisas com cautela não deixa de ser válido.


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