Postagem realizada em: 21/06/2017 às 12:13:54 - Última atualização em: 30/11/-0001 às 00:00:00
Autor: Rosana Nakata
Na aula do dia 19/06 discutimos na aula os dois textos escolhidos para a atividade externa da semana anterior.
O debate apontou que ambos os textos podem servir de base para um novo estudo sobre a inclusão e a literacia digitais, uma vez que os dados até 2009 não contavam com os smartphones, tablets e outros gadgets que podem ser utilizados na inclusão e literacia digitais.
Ao andar nas ruas podemos ver que o alcance dessas novas tecnologias é imenso, com pessoas de todas as classes utilizando smartphones para se comunicar e acessar conteúdos. É cada vez maior o número de crianças e idosos que também tem acesso a esse tipo de tecnologia, o que se traduz também em um acesso a conteúdos e também a sua produção por essas faixas etárias.
Pode-se apontar também que os aplicativos desenvolvidos nos últimos anos tem se tornado cada vez mais intuitivos, o que permite que pessoas que antes não teriam acesso a ferramentas para se tornarem produtores de conhecimento possam participar efetivamente do mundo digital e conectar-se com outros grupos. Com a tecnologia atual já não é necessário um grande conhecimento técnico de programação para ter um blog, utilizar redes sociais ou acessar notícias, e a tendência é que isso se torne cada vez mais intuitivo e fluido, com a criação das chamadas "wearable technologies" que gravam dados pessoais como localização, consumo, hábitos, etc e se tornam verdadeiros armazéns de informação sobre cada indivíduo.
É preciso, no entanto, discutir também os riscos que esses avanços trazem, já que geralmente a legislação não acompanha o desenvolvimento tecnológico. Uma vez que o "caiu na rede, já era" se torna mais e mais a regra e ainda não há uma preocupação e um investimento no desenvolvimento crítico das pessoas, um dos principais problemas enfrentados hoje é o das falsas notícias, que se espalham rapidamente aproveitando-se da facilidade de encaminhar conteúdos via aplicativos de comunicação e redes sociais. Questões sobre privacidade, venda de dados pessoais e uma verdadeira invasão de algoritmos que customizam cada vez mais os anúncios e produtos ofertados a cada um ainda não são o centro dos debates, e geram inúmeros casos com os quais a Justiça não consegue ou sabe lidar.