Etimologicamente a palavra "computador" tem origem do latim "computare" que significa calcular/contar e sua função básica é acelerar processos que os seres humanos realizam. Seja no pilotar de uma aeronave, seja no manejo de produtos no chão de fábrica ou até mesmo no jogar xadrez; os computadores o fazem com maestria. Sendo assim, computador é essencialmente uma máquina de calcular. No entanto, para que comandos fossem dados e ações pudessem ocorrer de forma tão precisa, foi necessário grande aperfeiçoamento não só só na área da computação mas também no estudo da inteligência. Surgiu então o que hoje chamamos hoje de IA (Inteligência Artificial). Através de suas técnicas ela age a fim de tornar o computador o mais racional possível, ou seja, para "pensar" e tomar decisões. Assim, é considerada uma área multi e interdisciplinar. Em resumo, a base para que tal ciência pudesse ser firmada consiste no desenvolvimento dos macro computadores na década de 40 durante a 2a GM. E só na década de 50 é que a IA pôde de fato ser delineada como novo campo de estudo. A partir de então, após muitos esforços e avanços reconhece-se duas grandes vertentes de pesquisa entre os estudiosos: a abordagem Cognitiva e a abordagem conexionista. John McCarthy, participante vertente cognitiva, é conhecido atualmente como o "pai" da inteligência artificial pois foi quem utilizou o termo pela primeira vez em 1955 num congresso. Neste prisma a ênfase está nos processos cognitivos, isto é, como o ser humano aprende. A respeito da abordagem conexionista, ou também chamada de abordagem biológica, a prioridade é estudar o modelo de funcionamento do cérebro, dos neurônios e das conexões neurais. É mais antiga que a abordagem cognitiva pois já em 1943 surgia a representação e formalização matemática dos neurônios artificiais, fazendo surgir os primeiros modelos de redes neurais artificiais. De maneira geral, a Inteligência artificial possui amplo campos de aplicação e dentre eles destacam-se: -Processamento de Linguagem Natural; -Reconhecimento de Padrões; -Visão de Computador; -Programação de Jogos; -Robótica; -Aprendizado; Vale lembrar que homem e máquina não se igualam 100% no quesito inteligência. Pois, computadores sempre foram movidos inteiramente por programação. Estúpidos, eles são força bruta e heurística. já os seres humanos são flexíveis, são capazes de se adaptar em situações diversas. Porém, muito esforço tem sido feito para que a força bruta destas máquinas atreladas à experiência, pudessem chegar o mais perto possível do raciocínio do homem. E o resultado foi favorável. É o caso do Deep Blue, um computador que em 1997 ganhou a partida de xadrez do (até então campeão) Garry Gasparov. E não parou por aí, em 2016 a história se repetiu, desta vez com Deep Mind Alpha Go. Criado pelo google, Deep Mind é o que os americanos se orgulharam de chamar de: machine learning. Ou seja, a máquina que aprende pelo treino. Deep Mind jogava consigo mesmo e aprendia sozinho, ficou famoso por que após 3h e meia de partida acabou derrotando o campeão Lee e-Dol também no xadrez. Como exemplo temos também o Watson da IBM que entende padrões e gírias da linguagem natural e que talvez, um dia, substitua os call-centers. Em resumo, não há mais necessidade de programação. Ao menos para estes computadores de última geração que foram citados acima. Diante deste cenário atual, das grandes corporações tecnológicas e grandes avanços científicos ainda paira dúvida se um dia os computadores poderão mesmo se igualar ao homem no quesito inteligência. Serão os bibliotecários e os profissionais da informação substituídos pelos computadores? Por vencerem grandes mentes da estratégia, estariam eles munidos de fato com experiência? A fim de suscitar reflexão finalizo com uma frase de Pablo Picasso " O problema dos computadores é que eles só nos dão respostas". --> Um bom livro, para quem se interessa pelo assunto é : The Master Algorithm. --> Um bom vídeo, para quem se interessa pelo assunto é: Day made of glass. --> Uma curiosidade, para quem se interessa pelo assunto é: http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/revelado-foi-erro-no-computador-deep-blue-da-ibm-que-fez-vencer-kasparov-em-1997-14349363

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