Postagem realizada em: 01/03/2016 às 18:15:26 - Última atualização em: 30/11/-0001 às 00:00:00
Autor: Luiza Franz da Costa Dias
“Information Revolution”, vídeo desenvolvido e postado na plataforma Youtube por Michael Wesch, se mostra notavelmente pertinente às discussões contemporâneas acerca das transformações pelas quais o compartilhamento de informação vem passando, tendo em vista a constante evolução das Tecnologias de Informação e Comunicação. Cabe destacar que o autor se mostrou inteligente e sagaz ao abordar esta reflexão justamente através de um vídeo, o que significa exemplificar que a maior parte das facetas que compõem essa reconfiguração da lógica informacional fazem mais sentido em seu “habitat natural”; demonstrar as novas formas de lidar com a informação utilizando a própria Web e suas plataformas, potencializou a ideia que Wesch buscava transmitir e a reflexão que ele tinha o intuito de provocar.
Também é interessante que o autor tenha feito uso de uma licença Creative Commons, permitindo o download, compartilhamento e até a alteração do vídeo (desde que sejam dados os devidos créditos e não haja lucro envolvido), pois indica que o autor não apenas está realmente a par da nova lógica informacional, mas se mostra coerente com o discurso que está propondo.
O vídeo estabelece um contraponto bastante forte entre passado e presente, ilustrando a organização do conhecimento que fazia sentido até o século XX e como fazemos uso da informação no mundo atual. Se os primeiros computadores surgiram já na década de 1940, o conceito de World Wide Web passa a ser desenvolvido por Tim Berners-Lee apenas na década de 80; assim, essa “revolução da informação” a que Wesch se refere ao contrastar acervo físico e Web, acabou por definir o início do século XXI como o que se costuma chamar de “Era Informacional”.
A discussão de como organizar a informação da maneira mais pertinente à lógica informacional contemporânea tem ocupado todo e qualquer profissional que lide com o universo informacional (incluindo os bibliotecários), entretanto, pensa-se muito sobre como utilizar as TICs para repensar a recuperação do conhecimento acumulado até o momento e dedica-se pouca atenção à informação que já nasceu digital.
Ao caracterizar a informação digital como algo abstrato e sem formato fixo, Wesch propõe que repensemos a tentativa de traduzir ao mundo digital esta organização pautada em domínios físicos; é imperativo que pensemos novos modos de organização que façam mais sentido aos diversos formatos em que a informação se apresenta atualmente, garantindo que a recuperação e divulgação do conhecimento seja bem sucedida.
Ferramentas como metadados e ontologias têm sido pensadas justamente com esse intuito, e se pode dizer que este tipo de estudo é fundamental para que bibliotecários e outros profissionais da informação passem a reconsiderar sua relação com a organização informacional, aprimorando conhecimentos, desenvolvendo pesquisas sólidas, e exercendo suas profissões de maneira mais sensata e eficiente.
Também é interessante que o autor tenha feito uso de uma licença Creative Commons, permitindo o download, compartilhamento e até a alteração do vídeo (desde que sejam dados os devidos créditos e não haja lucro envolvido), pois indica que o autor não apenas está realmente a par da nova lógica informacional, mas se mostra coerente com o discurso que está propondo.
O vídeo estabelece um contraponto bastante forte entre passado e presente, ilustrando a organização do conhecimento que fazia sentido até o século XX e como fazemos uso da informação no mundo atual. Se os primeiros computadores surgiram já na década de 1940, o conceito de World Wide Web passa a ser desenvolvido por Tim Berners-Lee apenas na década de 80; assim, essa “revolução da informação” a que Wesch se refere ao contrastar acervo físico e Web, acabou por definir o início do século XXI como o que se costuma chamar de “Era Informacional”.
A discussão de como organizar a informação da maneira mais pertinente à lógica informacional contemporânea tem ocupado todo e qualquer profissional que lide com o universo informacional (incluindo os bibliotecários), entretanto, pensa-se muito sobre como utilizar as TICs para repensar a recuperação do conhecimento acumulado até o momento e dedica-se pouca atenção à informação que já nasceu digital.
Ao caracterizar a informação digital como algo abstrato e sem formato fixo, Wesch propõe que repensemos a tentativa de traduzir ao mundo digital esta organização pautada em domínios físicos; é imperativo que pensemos novos modos de organização que façam mais sentido aos diversos formatos em que a informação se apresenta atualmente, garantindo que a recuperação e divulgação do conhecimento seja bem sucedida.
Ferramentas como metadados e ontologias têm sido pensadas justamente com esse intuito, e se pode dizer que este tipo de estudo é fundamental para que bibliotecários e outros profissionais da informação passem a reconsiderar sua relação com a organização informacional, aprimorando conhecimentos, desenvolvendo pesquisas sólidas, e exercendo suas profissões de maneira mais sensata e eficiente.
Referências Bibliográficas
Computer History. Timeline of Computer History. Disponível em: <http://www.computerhistory.org/timeline/computers/>. Acesso em: 29 fev. 2016.
PASSARELLI, Brasilina. Do Mundaneum à WEB Semântica: discussão sobre a revoluçãonos conceitos de autor e autoridade das fontes de informação. DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação, Rio de Janeiro, v.9 n.5, 2008. Disponível em: <http://www.dgz.org.br/out08/Art_04.htm>. Acesso em: 29 fev. 2016.
WESCH, Michael. Information R/Evolution. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=-4CV05HyAbM>. Acesso em: 29; fev 2016.