A exibição dos vídeos referentes ao tema da aula de hoje não deixa de nos despertar alguns questionamentos - que, a propósito, poderiam ser ainda mais explorados em nossos futuros encontros em sala. Se a princípio, como é bem perceptível em todos os filmes aqui vistos, as empresas de informação e tecnologia adotam, em suas respectivas propagandas, um tom não de futuro distante, mas sim de algo muito mais próximo de um presente imediato - observe-se que quase todas as propagandas fazem prognósticos para o ano de 2020 - seu evidente otimismo acaba por nos fazer pensar em uma infinidade de problemas ou preocupações futuras. Como por exemplo: - Em que medida tais tecnologias ultrarrápidas e surpreendentes estarão disponíveis a um público interessado? Toda e qualquer pessoa terá acesso a este novo universo, ou ele se revelará acessível somente para alguns poucos? - Um controle quase absoluto de informações sobre o indivíduo poderia ser benéfico ou maléfico para a sociedade em geral? (Podemos pensar aqui nos efeitos ideológicos de um controle infinito de dados pessoas nas mãos de um cientista, de um patrão ou mesmo de um político.) - Uma tal variedade de tecnologias não poderia, a rigor, levar o indivíduo a uma crise de saturação - como se afirmava, há alguns anos atrás, sobre o risco de um excesso de informações sobre o ser humano? Entretanto, ao lado de todos esses temores, podemos lembrar ainda um aspecto positivo, embora não menos importante. Mesmo todo esse progresso científico terá que passar por um necessário estágio de adaptação e aperfeiçoamento. Afinal, nem todas as novidades do momento, com o passar do tempo, permanecem - podendo, ainda, ser substituídas por outras mais baratas, eficientes e - por que não? - mais simples e confortáveis. Lembremos aqui a moda de aparelhos de realidade virtual que acabou não "pegando"- seja por sua pouca praticidade de uso, seja por sua pouca utilidade em nosso cotidiano mais habitual. Ou ainda, que produtos como os chamados óculos inteligentes ainda não foram, dessa vez, um sucesso de mercado - mas podem vir a sofrer modificações que o tornem, em breve, algo hoje tão corriqueiro quanto o telefone celular.

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