Os vídeos no geral até que são bens interessantes, muito embora eu prefira, entre todos, a primeira versão do curta sobre a evolução das tecnologias de informação (sem a tal dublagem estilo "Estúdios TVS", evidentemente - ainda que, para bem apreciá-lo melhor, seja necessário um certo traquejo mínimo em inglês). Entretanto, é curioso pensar, ainda tomando como tema de referência este primeiro exemplo, como a tecnologia vem evoluindo, cada vez mais rápido e em progressão quase geométrica, nas últimas décadas. Quantos dos colegas de classe que me leem neste exato momento, e que, como eu, passaram pelo sufoco (necessário) das velhas máquinas de escrever ou das primeiras páginas de imagem, vídeo e/ou texto da Internet, ainda se sentem embaraçados ao tentar atender um celular, ou mesmo acrescentar uma simples ilustração em uma apresentação de Power Point para um trabalho de escola? - sorry, crianças, mas ainda sou do tempo da televisão movida não à válvula, mas a óleo de máquina de costura... Porém, o mais curioso ainda é pensarmos como todo esse aparato virtual acabo penetrando, queiramos nós ou não, dentro até mesmo de nosso cotidiano mais casual - e do qual o primeiro vídeo citado é uma referência mais que perfeita (o mesmo formato tipográfico da antiga máquina de escrever surgindo reformulado, por exemplo, num moderníssimo editor de textos para computador). Ah, e a propósito do comercial sobre o lançamento do primeiro computador pessoal da Apple - o qual, por sua vez, faz referência ao ambiente totalitário do romance "1984", do inglês George Orwell: no ano passado, o professor Pedro Côrtes exibiu para os seus alunos o filme "Piratas do Vale do Silício" (disponível na Internet na íntegra, porém em versão "dublagem Alfredo Alberto", como a das novelas mexicanas do SBT), e que trata justamente da rivalidade de décadas entre Steve Jobs e Bill Gates - sua cena de abertura, por sinal, cita também essa mesma peça publicitária. O filme em si não chega a se constituir numa obra-prima, mesmo do ponto de vista documentário - só o penteado estilo Chanel do protagonista já é de meter medo no espectador - mas ao menos faz uma reflexão interessante sobre o quanto pode haver de egocentrismo ou de megalomania no caráter de um inovador da informação. Para quem ainda não o assistiu, fica aqui registrada a sugestão - e sosseguem: o ator principal não é o tal de Ashton Kutcher (infelizmente, também não conheço mais a fundo essa tal celebridade...).

© 2017 - 2026 by NeoCyber.