O fundador do Google, Larry Page, em demonstração de novos recursos do buscador


Para o Google, saber de tudo ainda é pouco

Novo Google Universal vai juntar todos os tipos de informação online, de mapas a notícias, numa só página

Bruno Sayeg Garattoni - 28/05

Praticamente todo mundo já entrou no Google, pelo menos uma vez, para fazer uma busca: um site, uma foto, uma notícia, um vídeo, um telefone, um produto, um mapa... Quando precisa encontrar qualquer coisa – de um singelo blog a uma pomposa tese científica – na internet, a maioria das pessoas pensa no Google.

Ele é o oráculo do século 21: o maior banco de dados da história, com mais de 8 bilhões de documentos. Isso sem falar na infinidade de serviços online, do correio eletrônico Gmail ao portal de vídeos YouTube, controlados pelo Google. Quase todas as semanas, ele amplia seu poder.

Mas seu último lançamento, que se chama Google Universal Search e está entrando no ar, promete ser o maior de todos. Se der certo, ele vai mudar o jeito de fazer pesquisas na internet. Hoje, o Google oferece um serviço diferente para cada tipo de busca – procurar sites, notícias, vídeos etc. Como são 19 opções, é quase impossível obter um resultado completo.

Com a busca universal, isso vai acabar. Você fará a pesquisa apenas uma vez. E o Google mostrará todos os resultados pertinentes, de recadinhos (scraps) do Orkut aos últimos números do mercado financeiro, de e-mails que tenham a ver com o assunto a documentos gravados no seu computador. E vídeos, mapas, fotos, etc.

Todos os tipos de informação em uma só página, numa só lista; com a relevância de cada coisa determinada pelo Google.

Parece elementar, e é mesmo. “Eu tive a idéia em 2001. Pensei numa página de resultados sobre (a cantora) Britney Spears que juntasse sites, imagens, notícias e grupos de discussão relacionados a ela”, conta a vice-presidente de busca do Google, Marissa Mayer.

Mas, até a semana passada, ninguém tinha conseguido criar um buscador capaz de lidar com tantos dados, tudo de uma só vez e em tempo real. Já existem buscadores que mostram de tudo – mas de forma isolada, ou seja, sem misturar os diversos tipos de dados.

Fazer essa mescla, determinando a relevância de cada coisa, é um desafio enorme.

“O Google recebe centenas de milhões de buscas por dia. Já é difícil atendê-las. Direcionar essas buscas também a imagens, notícias, vídeos e informações locais (como mapas) exigiria muito poder de processamento”, diz Mayer.

“Precisaríamos ter dez vezes mais computadores”, calcula o vice-presidente de engenharia do Google, Udi Manber.

Então o Google, como seu arqui-inimigo Yahoo, foi se fragmentando nos últimos anos. “Vários tipos de informação foram ficando online: imagens, notícias, livros, vídeos. E nós fomos criando uma série de pequenas ferramentas de busca para pesquisar nessas mídias”, conta Mayer.

Dá-lhe Google Video, Google News, Google Maps, Google isso e aquilo... Uma bagunça. “No fim, tínhamos tantas opções que as pessoas quase precisavam de uma ferramenta de busca para escolher sua ferramenta de busca”, diz Mayer.

Texto disponível em: http://www.link.estadao.com.br/index.cfm?id_conteudo=11007


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