Aula dia 24/03


Excertos retirados de artigos sobre a pesquisa de "Licenças Copyleft": De Lima, C. M.; Santini, R. M. Copyleft e licenças criativas de uso de informação na sociedade da informação. Ciência da Informação, Brasília, v. 37, n.1, p. 121-128, 2008. Disponível em: Acesso em: 07 abr. 2014 e Lemos, André. Cibercultura, cultura e identidade. Em direção a uma "cultura copyleft"?.Contemporanea, vol.2, n.2, p 9-22, 2004. De Lima, C. M.; Santini, R. M. Copyleft e licenças criativas de uso de informação na sociedade da informação. Ciência da Informação, Brasília, v. 37, n.1, p. 121-128, 2008. Disponível em: Acesso em: 07 abr. 2014 O copyleft pode ser definido como a licença que: autoriza a derivação de trabalhos subseqüentes de um trabalho original, sem a permissão do proprietário protegido por direitos autorais; concede a autorização para trabalhos derivados, requerendo que estes também sejam autorizados pela licença de copyleft do original. O copyleft autoriza e assegura recursivamente um tipo de "liberdade" de uso (e para códigos de computador, necessariamente, o código-fonte aberto e a transparência também). As cláusulas especiais desta relação contratual formam uma espécie de coluna vertebral funcional de uma infinidade de licenças de uso, o que implica que o termo copyleft se refere a uma grande família de licenças criativas que têm as duas características básicas citadas anteriormente. O copyleft é uma ferramenta para criadores de conteúdos com os seguintes objetivos: proteger os direitos do seu trabalho enquanto o dissemina amplamente; proteger contra a restrição do acesso ao trabalho, contra a sua vontade e além do que considera necessário como recompensa; assegurar que seus trabalhos não serão vulneráveis a ações legais ruinosas; criar ambientes de cultura livre, no qual seus trabalhos tenham liberdade de circulação e possam ser construídos de forma aberta. Além disso: A cibercultura está pondo em sinergia processos de cooperação, de troca e de modificação criativa de obras, dada as características da tecnologia digital em rede.Esses processos ganharam o nome genérico de "copyleft", em oposição à lógica proprietária do copyright que dominou a dinâmica sociocultural dos mass media. Um exemplo que está sob nossos pés é a universidade. A universidade parece mesmo estar saindo agora da Idade Média. O ideal científico é a circulação do saber estruturado, a troca de informações, o encontro de pesquisadores. A internet está potencializando a cultura científica em nível mundial. E esse crescimento só se dá pela cultura das redes telemáticas. A cibercultura, no que se refere à dinâmica acadêmica, é fator de enriquecimento social e de diversidade cultural. E não há aqui qualquer perspectiva ingênua ou otimista. Não afirmo que os professores tenham ficado melhores ou que os alunos estejam mais engajados e estimulados. Falamos em termos quantitativos, evidentes em todas as estatísticas sobre o mundo virtual. É evidente o aumento na circulação de artigos, pesquisas, emails ,blogs temáticos, fóruns de discussão, etc. A cibercultura pode ser (em alguns setores já é) um fator de enriquecimento baseado na troca de conhecimentos, na apropriação criativa, no desenvolvimento de uma forma de trabalho coletiva compartilhada. É isso que se chama hoje de "cultura copyleft". (...) Essa cultura "copyleft" vem assim a por em xeque vários princípios da cultura copyright (de massa) do século XX. Não estamos falando em substituição já que ambas formas de produção e consumo midiáticos. vão existir, mas da emergência de um princípio em rede que está colocando sinergias em contato, incentivando a troca e a apropriação criativa da informação. A cibercultura estaria na transição de uma lógica da acumulação individualista, proprietária e privada, para uma outra que incentiva a despesa improdutiva, o excesso viral das trocas, a circulação frenética de objetos e informações. O princípio emergente dessa cultura contemporânea é o que estamos chamamos de copyleft, uma cultura diversa, em colaboração e planetária que vai, pouco a pouco, construir um contra-ponto à cultura copyright, da indústria cultural dos mass media.

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